01 fevereiro, 2018

Não precisa ir para a Índia para limpar privadas

Limpar uma privada foi uma das experiências mais transformadoras que Maitê Proença viveu nos últimos tempos. Foi durante uma viagem para a Índia em um exercício chamado de "meditação do trabalho. "Aquilo me deu uma alegria!" Entrevista dada a Folha Ilustrada

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Vi muitas pessoas comentando. Achando vergonhoso o que Maitê disse sobre essa descoberta. A ignorância das pessoas sempre me choca, cada vez mais.

Ela faz essa descoberta aos 60 anos, tem gente que nunca fará. Por que desdenhar disso. Limpamos tudo nos retiros zen. E mesmo ali tem muita gente que nunca pegou numa vassoura na vida. Quantas pessoas que sempre tiveram sua sujeira limpa por outros precisaram ir à Índia para experimentar o óbvio? 

Ainda assim tem algum valor. Não importa quando essa descoberta acontece. Para ela certamente foi uma revelação.

Claro que não precisa ir para Índia, Tibet, Nepal ou qualquer lugar para ter revelações, mas se a pessoa só funciona assim, e pode ir a esses lugares, qual o problema. A Índia tem poucas privadas e muita sujeira para limpar. Se essas pessoas fizessem um movimento para construir banheiros nas casas dos indianos pobres evitariam muitas doenças e estupros. 

Há pessoas que fazem serviços domésticos a vida toda e não tem nenhuma revelação. Nunca tiveram. Nunca terão porque o fazem como um fardo, uma tarefa repetitiva sem prestar atenção no que fazem. Tem uma ferramenta maravilhosa à mão e não percebem. 

Quando alguém vem aos retiros e lhes é dado uma tarefa de limpeza muitos se espantam, outros se constrangem. Mas sempre há uma primeira vez para experimentar. E muitos gostam dessa descoberta e passam a limpar sua casa e apartamento como o fazem nos retiros. 

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