10 maio, 2016

Respeitar as diferenças

Vivemos um período estranho de divisão: alguns de um lado do muro e outros do outro. Divisões simulam um mundo ideal, mas na verdade, o mundo ideal é aquele onde aprendemos a conviver com as diferenças. Não querer conviver e se afastar, se isolar é uma coisa, até aceitável. Mas não querer e combater, tentar destruir, afastar, tirar do caminho, é inaceitável enquanto direito.

Muitos dizem que vão para Miami. Ok, mas qual Miami cara pálida? A rica das celebridades que podem comprar casa e ganhar como bônus o green card para toda a família? Ou a pobre que se arrasta nas ruas, onde a maioria da população não tem emprego e vive mal. Onde a violência é igual ou maior que aqui. Convém se informar antes, pois até Miami tem seus problemas. 

Um individuo rico pode ir para onde quiser. Não precisa ficar de mi-mi-mi por aqui. Basta ir. Mas quem não pode precisa aprender a tolerar as diferenças.

Ainda acredito que as pessoas que frequentam igrejas de massa evoluam e vejam por si sós que não devem alimentar essas instituições com dinheiro e votos em troca de paz de espírito, perdão de pecados ou bem estar. Igreja não deveria ter esse tipo de moeda de troca.

Como bem disse-me um pastor cônscio  das suas funções: "Deus é de graça!" Então porque tantos aceitam a fatura diária que aqueles que se dizem representa-lo impõem?

Não podemos aceitar que igrejas queiram lotear o Congresso e mudar leis a seu favor levando o país de volta ao antigo testamento. Que queiram mergulhar nele e lá ficar, já é um atestado de retardo, mas levar o país todo aos tempos de Abraão, não!

Quem tem que dizer não é quem está inserido nessas igrejas. Se seus financiadores disserem não, cedo ou tarde algo terá que mudar. Por hora dormem na ignorância. Oremos!




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