31 maio, 2014

Religião é necessária?


Buda não fundou nenhuma religião mas apenas foi seguindo as demandas que chegavam até ele e seus seguidores mais fieis que levaram adiante seus ensinamentos ajustando-os ou modificando de acordo com as necessidades de cada cultura por onde chegassem até o presente.

A religião só se faz necessária enquanto houver ignorância e sofrimento no mundo. A ausência de ignorância  e sofrimento coloca as religiões em uma situação de desuso.

Da mesma formas que a pobreza não contribui em nada ao progresso, mas é útil para manipular as pessoas que ignoram seus direitos, as religiões sempre usaram-se da ignorância dos individuas para obter poder e expandir-se.

Para muitas pessoas a religião continuará sendo necessária e um remédio útil. Para outras não. Elas poderão se beneficiar das ferramentas e da filosofia sem precisar se submeter a dogmas ou a lideranças desastradas ou gananciosas. Poderão exercer a verdadeira religião religando-se com sua Verdadeira Natureza.

Devemos lutar para que cada vez mais tenhamos sabedoria. Com sabedoria podemos despertar e ajudar ea proteger aqueles que ainda dormem na ignorância e na dependência daqueles que fazem má uso do poder que tem sobre os oprimidos.

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21 maio, 2014

Monges x Praticantes Leigos

Buda disse-nos para não confiar nos outros e sim em nos mesmos. Nem sempre monges em uma comunidade são o melhor exemplo a ser seguido. Nem todos são de fato monges. A maioria não é mais que nem menos que qualquer leigo. Ambos, muitas vezes tem os mesmos preceitos. Mas acima de tudo não devemos esquecer que monges e monjas são pessoas como nós. Com as mesmas necessidades e sofrimentos. Não são pessoas diferenciadas ou santas.

Quando for a um retiro mire-se no professor/ra, não nos monges e monjas. Os mestres são o espelho da sanga. Na verdade tudo que tem reflexo serve. Monges e monjas estão no mesmo processo de aprendizado que qualquer leigo. Talvez até em condição menos favorável porque todos os olhos se voltam para eles e eles precisam ser forçosamente o que ainda não são. Muitas vezes ter o manto longo só lhes atrapalha, mas cabe a cada um ver-se nessa condição e corrigir sua postura e cabe ao professor também fazer os ajustes necessários. Se você olhar para o monge pode não gostar do que vê e se decepcionar. Pode pensar: "Ele é um monge e faz isso!"

Há sim, bons exemplos de monges e monjas nas sangas ou em mosteiros, mas essa qualidade de monges e monjas leva tempo para se formar.

Já quando o mestre não serve de exemplo é melhor apenas sentar e esperar que a situação mude.