24 fevereiro, 2014

Você é bom ou bonzinho?

Isshin Sansei escreveu alguns artigos sobre o tema. Achei esse texto interessante.



"Ser bonzinho é fácil. Basta concordar com tudo.
Difícil é ser bom, discordar com firmeza mas com elegância quando a situação assim o exige.
 
Ser bonzinho é fácil. Basta ter sempre nos lábios um sorriso amarelo e um ar meio desamparado.
Difícil é ser bom e ter coragem para verbalizar que está zangado, magoado ou decepcionado, citar os motivos claramente, mas sem fazer tempestade.
 
Ser bonzinho é fácil. Basta adotar a lei das mentirinhas brancas. Difícil é ser bom e dizer a verdade da sua consciência, ainda que isso possa chocar algumas pessoas.
 
Ser bonzinho é fácil. Basta ficar em cima do muro ou ficar como um camaleão, assumindo sempre a cor que os outros esperam que você assuma.
Difícil é ser bom, descer do muro e não ter vergonha de assumir a sua verdadeira "cor".
 
Ser bonzinho é fácil. É dar o melhor no seu serviço somente quando seu chefe ou patrão estiverem presentes.
Ser bom é dar o seu melhor sempre, mesmo na ausência deles.
 
Ser bonzinho é fácil. Escolha seus candidatos pelo parentesco, pela amizade ou visando algum favorecimento pessoal. Ser bom é escolher o candidato mais capacitado, acompanhar seu desempenho e cobrar as promessas de campanha.
 
Ser bonzinho é fácil. Basta dar liberdade aos seus filhos e quando eles ficarem espaçosos e chatos, acalme-os comprando presentes e fazendo as suas vontades.
Ser bom é marcar presença, estudar junto, brincar junto, conhecer seus amigos, estabelecer limites e acima de tudo demonstrar o seu amor, mesmo que eles o considerem "por fora" e muito "careta".
 
Ser bonzinho é fácil. Faça uma média com seus velhos, ligue de vez em quando para saber se está tudo bem, mas sem muito envolvimento.
Ser bom é devolver para os seus velhos pelo menos parte da dedicação e do amor de uma vida inteira para que você fosse hoje a pessoa que você é. 
 
Ser bonzinho é fácil. Basta ir à missa ou ao culto, uma vez por semana, deixar a sua contribuição e sair de lá com sentimento de "obrigação cumprida".
Ser bom é viver o culto, viver a missa, trazer o "sagrado" para o seu dia-a-dia através de suas atitudes e de seus exemplos, dentro ou fora de casa.
 
Enfim, ser bonzinho é viver pegando atalhos para chegar mais rápido com um mínimo de amolação.
Ser bom dá trabalho, é jamais se desviar da avenida principal do seu destino, ainda que ela seja bem mais longa e exija alguns esforços extraordinários da sua parte.

O bonzinho apenas passa pelo mundo.
O bom transforma-se a si mesmo e muda o mundo."

 
 
 

20 fevereiro, 2014

Qual é a resposta?



How many roads must a man walk down,
Before you can call him a man?
How many seas must a white dove sail,
Before she sleeps in the sand?
Yes, and how many times must cannonballs fly,
Before they're forever banned?
The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind

Yes, and how many years can a mountain exist,
Before it's washed to the seas (sea)
Yes, and how many years can some people exist,
Before they're allowed to be free?
Yes, and how many times can a man turn his head,
And pretend that he just doesn't see?
The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind.

Yes, and how many times must a man look up,
Before he can see the sky?
Yes, and how many ears must one man have,
Before he can hear people cry?
Yes, and how many deaths will it take till he knows
That too many people have died?
The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind

Não me espanta a escalda de violência que todos agora falam ser insuportável, mas sempre existiu. O homem sempre foi violento e agressivo. Essa é uma das características da natureza animal que possivelmente sempre nos acompanhará. Dizer o "homem" parece lugar comum, mas o homem humano de verdade ainda não despontou, ainda não deu ar da sua graça. Esse humano que tanto esperamos para começar a viver de fato por aquilo que interessa e vale a pena viver. Não há humanos sobre a terra. Há sim, uma manada de gente lutando pela sobrevivência, atacando e se defendendo como fazem bem desde os primórdios da existência as bactérias, os vírus e todas as classes do reino animal. O homem é ainda o tal elo perdido. Quando vamos encontrá-lo e vamos despertar nossa humanidade? Talvez isso demore ainda muito tempo para acontecer. Talvez essa espécie como a conhecemos desapareça sem despertar. Triste? Não, é apenas assim como é. Tentamos, tentamos. Ora falhamos, tentamos novamente. Até que um dia talvez aconteça. Nem por isso devemos desanimar e nos juntar aos derrotistas. Devemos continuar a acreditar na possibilidade de melhorar senão de um todo pelo menos do indivíduo. Você pode fazer a sua parte ficando longe do animalesco que ronda a natureza nada humana.

A violência apenas reforça essa natureza que está nos nossos gens. Ela só deixará de ser potente se a gastarmos e não se a acumularmos mais e mais. Não precisamos mais caçar. Não precisamos mais ir para lugares distantes em busca de comida. E se um dia precisarmos talvez possamos usar essa força genética para sobreviver, mas usá-la para ações onde não nos cabe intervir é apenas seguir nosso instinto sem perceber que podemos mudar esse comportamento pelo bem de todos.


15 fevereiro, 2014

Preso a padrões


As religiões tradicionais ainda levarão algum tempo para admitirem que pessoas do mesmo sexo se casem em suas instituições. Mas isso não deve ser um empecilho para a união de iguais.

Qualquer um pode fazer cerimonia de casamento ou de batizado, mas o que se vê é que as pessoas ficam presas a dependência de uma religião ou outra aceita-los para que sejam felizes nos seus relacionamentos. Se for por falta de bênção, até eu posso fazer a cerimonia. 

Não existe casamento gay ou casamento budista ou qualquer outro casamento em qualquer religião. O que existe é a união de duas pessoas que querem construir algo juntas. O casamento é um padrão institucional no qual não precisamos nos amarrar. Podemos ser felizes sem seguir padrões. Casemos no papel, ok. Uma bênção por quem nos respeita e isso já seria o suficiente. Insistir em mais pode trazer sofrimento pois as instituições religiosas também tem seus padrões e tem o direito de preserva-los ou muda-los quando acharem que assim deve ser.

07 fevereiro, 2014

Boy George diz que o budismo o ajudou a ficar longe das drogas



Boy George diz que o budismo ajudou a ficar sóbrio. Questionado sobre se ele sente falta das drogas, o músico  de 52 anos disse : "Não. Não. Eu realmente levei isso para a conclusão final . A última vez que eu estava fora, fazendo o que chamamos de "busca." Eu estava completamente infeliz, mas eu não conseguia parar. Esta é a maldição de ser um viciado - você faz algo que é completamente desagradável e você continuar fazendo isso. A diferença entre agora e depois é que eu sei que eu sou um viciado agora.

''Eu voltei para o budismo no ano passado. Eu brinquei com ele na década de 80, mas eu estou realmente nele agora. Cantar é como  polir seu espelho. O que você quer ser? Eu sinto que queimei minhas chances, as pessoas têm me perdoado muito, eu não posso decepcioná-las de novo.''
Boy George - que lançou em 2013 seu primeiro álbum de material original, depois de há 18 anos sem gravar, 'This Is What I Do." Ele disse à Revista Q: ''Quando eu era muito jovem, eu era muito calmo, muito auto-suficiente. Sempre me colocavam para de fora das conversas de adultos. Eu finalmente cresci. Sou um cara muito mais agradável agora.''