25 janeiro, 2014

Elementos da religião

Ao longo de muitos anos por medo, fraqueza ou despreparo muitas pessoas dentro do Budismo no Ocidente combinaram em dizer que Budismo não é religião. Deixar as pessoas se aproximarem do Budismo pensando que estão seguindo uma filosofia de vida legal é uma enganação útil, mas ainda assim uma enganação. Para muitos que praticam na várias Escolas budistas o que eles fazem é religião. Negar isso para manter um elo informal ou não assustar as pessoas com rituais estranhos aos novatos é apenas adiar o óbvio.

Quem quer seguir o Budismo como uma filosofia de vida está livre para isso. Até pode ir a templos, mosteiros e centros budistas para fazer os rituais ou fazer tais rituais em casa quando possível seguindo-os de de maneira informal sem se comprometer.

Alguns irão sentir conexão com a prática e irão, na medida do possível, se comprometer com uma instituição, centro zen ou professor. Tudo a seu tempo.

Para algumas pessoas é muito difícil se comprometer com algo, como uma instituição ou um mestre e mesmo com uma comunidade, mas sem compromisso não há exercício da religião. Ela pode ser vivida de muitas formas até de forma solitária. No Budismo há muitos casos de praticantes eremitas. O próprio Buda praticou algum tempo sozinho, mas as pessoas vieram até ele e ele não os mandou embora.

O Budismo tem muitas possibilidades, muitas portas a serem abertas. Cada um deve decidir em qual irá entrar e quando sair ou quanto tempo ficar.

Uma religião deve ser aberta e não opressora. Quando uma religião é opressora e ditatorial ou militaresca ela não é boa para a evolução do ser humano. Ela só é boa para aqueles que a manipulam para obter favores em seu próprio interesse.

Eu pessoalmente não me importo se Budismo é ou não religião. Se vc. assim o considerar tudo bem se não o sente como tal, tudo bem também. O importante é estar 100% presente nas ações do cotidiano. Isso já é um feito raro de se conseguir. Mas tentar é nossa meta para vida toda e em todas as vidas.

Sem comentários: