22 dezembro, 2013

Aquela mensagem de fim de ano...um tanto pessimista?

Na mente do iniciante há muitas possibilidades, na do experiente há poucas.


Está é uma frase típica do zen. Um ditado que ouvimos cedo ou tarde ao ingressar no Zen.
"Mente de principiante" Manter essa mente ao longo do caminho é uma das façanhas mais ousadas da prática. Facilmente nos enredamos ou distraímos com coisas sem tanta importância mas que nos incomodam mais que a ingenuidade genuína da prática sem expectativas. Do ser o Ser que não pensa no momento de sentar e apenas sentar por sentar sem busca, sem vaidade, sem méritos. Ou nem sentar. Ser andando, comendo, lavando a louça, lendo ... Momento a momento.

Muitas vezes me peguei rindo quando me pediam qual era minha experiência no Zen. Nenhuma, claro. Nenhuma experiência. Por mais que o tempo passe ele joga contra mim e não a favor, pois se ainda não sou aquela pessoa "desperta" muito menos "esperta" no zen estou perdendo para o tempo.

Mas o que é tempo na nossa dimensão? É não-tempo na não-dimensão do nada?

Na verdade poucas coisas me preocupam nesse mundo. Aprendi a deixar preocupações de lado. Há sim alguma pressão vinda do meio formal para que eu seja o que se esperava que eu fosse, mas não cumpri as expectativas e frustrei muita gente para não frustrar a mim mesma.
 
Às vezes, me sinto a carpa que não chegou lá, pra usar uma metáfora zen. Que chegou na cachoeira, mas não consegue dar o salto para além da mesma. Que tenta, tenta, cansa e pensa em desistir, mas não desiste. Morre-se tentando e volta-se a tentar em infinitas vidas.

Sendo assim continuarei tentando recuperar a mente de principiante.
 
Continue você também e não ligue para o desanimo de alguns e nem para o seu. Pessimismo? Não, apenas uma reflexão de fim de ano. Coisas deveriam acontecer para podermos contar mas às vezes não acontece nada além do que percebemos como rotina.

Bom Natal a todos que passam por aqui e que seu ano seja momento a momento a prática do momento.



1 comentário:

Cris disse...

_/\_ gasshô