09 dezembro, 2012

Bossa Zen Entrevista: Jason Quinn


Jason e seu big smile



Jason foi monge por alguns anos. Residiu no Centro Zen de Providence e no Centro Zen Empty Gate em São Francisco, CA. Atualmente é abade no PZC. Há dois retornou seus votos, casou-se e já tem um filho.



BZ: Você é da Califórnia e mudou-se para Seattle para viver de música, mas nunca te vi tocando nenhum instrumento. Desistiu da música?

Antes de ir morrar no Centro Zen de Providence eu tocava violão e table (instrumento de percussão). Eventualmente, percebi que eu não tinha tempo suficiente para tocar. Agora eu ainda toco violão de vez em quando.



BZ: Você foi o mestre cozinheiro em alguns retiros. O que esse atividade te ensinou?

Muitas pessoas nos retiros precisam de energia para a sua prática, de modo que, eu ajudo a alimentá-los. Nesse momento, minha esposa está com fome, então, vou fazer seu macarrão.


BZ: Você morou muito tempo em um centro zen e continua a morar. Por que?


Quando eu comecei a praticar Zen, tentei praticar todos os dias no apartamento onde eu morava Não consegui manter uma rotina firme de pratica por isso eu me mudei para um centro zen. Além disso, quando praticava sozinho, era muito fácil, basta seguir o seu próprio carma ou ideias rígidas. Viver em uma comunidade é como um espelho para sua própria mente, por isso é muito difícil de se agarrar a essas ideias rigidas.



BZ: Qual seu trabalho atualmente?

Atualmente sou o Abade do Centro Zen de Providence, marido e pai!!


BZ: Você é muito querido e brincalhão. Isso ajuda no seu trabalho?


Eu não sabia que era! Acho que o que ajuda mais é ser sincero, honesto, e ajudar as pessoas .....isso é o que as pessoas dizem.


BZ: Por um longo tempo sua única responsabilidades diziam respeito a pratica e ao centro zen. Agora você é pai e esposo. Como se sente com novas responsabilidades?


Mais cansado! Falando sério, essencialmente, sente-me o mesmo. Apesar de tudo em nossos vidas parecer diferente, o trabalho é o mesmo, o que significa cuidar do que está na nossa frente neste momento.


BZ: Monges costumam passar três anos num mosteiro na Coreia. Por que você não teve esse treinamento?


Tornei-me monge na Escola Zen Kwan um e não na Ordem Chogye Na Kwan Um, devemos antes treinar como postulantes (Heang Ja) assim como head temple em PZC ou em Mu Sang Sa na Coreia do Sul, na ocasião o PZC precisava de um House Master. Então decidi treinar em PZC. Só fui para a Coreia para fazer 3 meses de retiro.


BZ: Você fez um retiro solo. Conte-nos como foi passar 100 dias longe da civilização e qual era sua rotina.

Foi a uma das coisas mais importantes que eu já fiz. Uma coisa que se destaca, foi o horário era exatamente o mesmo. A comida foi a mesma e o tempo foi geralmente o mesmo (dos retiros). No entanto, alguns dias eu queria ficar no retiro para sempre, alguns dias eu não podia esperar para sair. Às vezes era o retiro mais pacífico e outras vezes ele era um inferno. Ele me mostrou claramente que a nossa mente faz o bem e o mal, gosto e não gosto, fácil e difícil.
Minha rotina era basicamente  a mesma dos retiros no Centro Zen: Prostrações, cantos, meditação e um adicional de 1000 prostrações diárias.


BZ: Quando foi abade no Empty Gate Zen Center em Berkeley, CA você costumava fazer a pratica formal em Ustream uma vez por semana. Acha importante que os professores usem novas ferramentas para ensinar, como a TV online ou Skype?

Eu acho que isso é importante para chegar até as pessoas em qualquer lugar do mundo, que querem praticar e entender seu verdadeiro self. Acho que encontrar e praticar com as pessoas pessoalmente é o melhor, mas há aqueles que não vivem perto de um centro de meditação e querem praticar. Hoje a tecnologia é uma boa forma de conectar com essas pessoas e ajudá-las e dar suporte na sua pratica.

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