02 agosto, 2012

Sem Lençol nos Lençóis Maranhenses.





Em Julho fui para Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Ao voltar das dunas já não havia mais ônibus, nem van ou taxi que fosse a São Luis. A cidade estava bem cheia e movimentada e entre ficar em uma pousada (não havia mais vaga nas que procurei) optei ( sem opção) por esperar o ônibus das 6:00 até o dia seguinte, perambulando pela cidade. Logo pensei, "Meu primeiro retiro de rua".

Sentada em um banco em frente ao Banco do Brasil eu me revezava entre sentar de todos os jeitos possíveis e andar pela calçada. Dei voltas pela cidade, vi a novela no quiosque da praça, mas lá pela maia noite pensei que precisava arranjar um lugar para passar as horas restantes até o ônibus partir. Já estava começando a chover. Tinha visualizado um lugar na beira rio, mas uns sem teto que estavam na city chegaram antes de mim e se acomodaram por lá. Andei de um lado para o outro procurando um lugar que fosse seguro e escondido, mas também limpo. Quando desistia e voltava para meu banco na avenida central entrei numa ruela e vi uma escada. Subi na ponta dos pés e  o que encontrei: uma varanda, alta e fora da vista da rua e da orla, com uma rede.

Que sorte! Mas não tive coragem de usar a rede sem pedir aos donos. Fiquei num canto da parede. Quando começou a ventar forte então entrei na rede e me cobri para esquentar, mas não consegui dormir com as pernas penduradas, como ficam nas redes e voltei para meu canto. Não sei dormir ao relento, portanto não dormiria mesmo que estivesse uma semana sem dormir. Sem sono e sem o que fazer liguei o celular. Para meu espanto tinha wifi aberto. Fiquei lendo. Acabou o retiro e começou a distração. Lá pelas 5:00 fiz algumas prostrações para o lugar e agradeci ter encontrado aquele abrigo limpo e seguro. Fui para o ponto do ônibus e voltei para São Luís. Encontrei o pessoal do hotel preocupado com  meu sumiço, mas ficou tudo bem. O dono do hotel foi super gentil e não me cobrou a diária do sumiço. Vou recomendá-lo no meu blog pessoal.

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