25 abril, 2012

Vc. já desitiu hoje?

A vida não põe coisas na sua frente que vc. não pode dar conta.



A tentação de desistir da pratica é um dos nosso mais persistentes fantasmas. Nos acompanha e acompanhará para toda a vida. Há quem desista porque simplesmente não se encaixa nessa prática, mas descobrir-se-a em outro estilo em outra tradição budista ou não-budista. Há quem desistirá porque não encontrar apoio em seus devaneios. Ou por não encontrar respostas que casem com suas teorias ou filosofais já armazenadas. Há quem desistirá por não aceitar se curvar às regras e à tradições tão diferentes da sua cultura ou padrão aprendido. Há tb. quem desistirá por preguiça por achar que essa pratica é muito difícil e por estar acostumado a ter tudo fácil e na hora não saberá esperar, esperar, ser paciente e esperar.

Já tive minhas fraquezas e já desisti por um tempo mas sempre voltei e começar do zero às vezes é mais difícil que simplesmente seguir em frente e esperar que a situação mude, que vc. mude ou que algo mude em volta.

Quando penso em desistir vou logo a procura de algo que me motive e se necessário tomo o remédio mais eficaz: esperar. Se as coisas não aconteceram é porque não estamos preparados ainda para elas. Então só nos resta esperar.





1 comentário:

Ricardo disse...

Acho que o mais correto é buscar sabedoria (através da experiência, reflexão ou meditação) para descobrir do que devemos desistir e do que NÃO devemos desistir!
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Dependendo do objeto, pessoa, sentimento ou lembrança, o ato de desistir tanto pode ser fácil e rápido como extremamente difícil e doloroso!
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Eu, por exemplo, levei mais de 20 anos para descobrir que quase tudo o que aprendi com muito trabalho árduo nas artes marciais estava completamente equivocado. Assim, através da reflexão e da meditação, encontrei e abandonei todos os aspectos esportivos/competitivos (apesar de todos os atuais "mestres" afirmarem que não há nada de "esporte" na arte marcial que ensinam) e hoje pratico sozinho apenas visando: 1. manter a saúde física e mental; 2. manter a força de vontade para tornar-me uma pessoa melhor e 3. manter-me "afiado" caso algum dia fique encurralado e seja obrigado a utilizar alguma técnica de defesa pessoal.
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Abraço,
Ricardo