17 janeiro, 2012

A Ignorância do Caminho nos leva ao sofrimento.

"Two years he walks the earth, no phone, no pool, no pets,no cigarettes, ultimate freedom....whose home is the road." (Dois anos ele caminha sobre a Terra, sem telefone, sem piscina, sem animais, sem cigarros, liberdade suprema .... cujo lar é a estrada.) palavras de C. McCandless. (In To The Wild)




Segundo alguns analistas McCandless era um peregrino e poderia perfeitamente ter satisfeito sua necessidade de isolamento da sociedade se tivesse conhecido um caminho espiritual adequado. Os quatro meses que passou estacionado em ônibus abandonado na tundra do Alasca poderiam ter sido passados em três meses de retiro: sem telefone, sem piscina, sem animais de estimação, sem cigarros,sem livros, igualmente com chances de conhecer a verdadeira liberdade suprema ou não e um caminho para trilhar dentro de si, mas McCandless "escolheu" seguir um impulso visionário que o levou a morte. A ignorância do Caminho fez toda a diferença para ele. É comum certas pessoas que não se adaptam ao meio que vivem e se sentem inadequadas as demandas da sociedade: trabalho, carneira, relacionamentos, posses, etc, quererem fugir para algum lugar distante e se isolar. Pode ser por algum tempo, pode ser por sucessivas vezes. Esses retiros forçados não resolvem o "x" da questão. É preciso criar um meio de conviver com o que nos desagrada pacificamente. Eu mesma já tive tendência a fugir, a me submeter a experiências no limite, e sei que os riscos são muitos e a sorte pode não estar do meu lado se eu não souber recuar  enquanto ainda é tempo. De nada adianta estar no mundo, sofrendo e não saber onde está o remédio. A cura depende do conhecimento da existência de remédios. McCandless procurou um remédio que não era pra ele por ignorar o que ele realmente precisava. Mas como julgá-lo se ele não sabia ou se ele acreditou que aquele era o caminho e estava apenas iludido. Ele pode ter sido feliz, mas também foi infeliz ao causar enorme sofrimento àqueles que o amavam. Nossa felicidade não deve ser custeada pelo sofrimento dos outros. A ignorância do Caminho nos leva ao sofrimento. A descoberta do Caminho nos traz de volta ao contato com nossa verdadeira natureza. A natureza selvagem é onde nós vivemos. É a única que conhecemos. O que precisamos buscar é nossa verdadeira natureza, onde selvagem ou não selvagem são irrelevantes.

04 janeiro, 2012

Buda disse: "Eu considero a posição de reis e governantes como a de partículas de pó. Observo tesouros de ouro e pedras preciosas como tijolos e pedras comuns. Eu olho para as melhores vestes de seda como trapo esfarrapado. Eu vejo miríades de mundos do universo... como pequenas sementes de frutas, e o maior lago da Índia como uma gota de óleo no meu pé. Vejo os ensinamentos do mundo como a ilusão de mágicos. Eu percebo a mais alta concepção de emancipação como um brocado de ouro em um sonho. Eu vejo o caminho sagrado dos iluminados como flores aparecendo em um dos olhos. Vejo a meditação como um pilar de uma montanha. Nirvana, como um pesadelo do dia. Eu olho para o julgamento de certo e errado como a dança serpenteante de um dragão, e, a ascensão e a queda de crenças como vestígios deixados pelas quatro estações do ano. "

01 janeiro, 2012

Comece o Ano Refletindo

Abaporu-Tarcila do Amaral


Não acredito em certas superstições e muito menos em profecias de fim de mundo. Se fosse para acabar o mundo já teria acabado muitas vezes. É claro que o mundo,enquanto sistema, também é impermanente e está em processo constante de movimento.Em parte porque é um processo natural e por outro lado porque os seres alienígenas que o habitam forçaram ao longo da sua triste convivência mudanças que poderiam ter sido bem mais lentas, mas mesmo assim ainda há muito lenha para queimar nesse mundo.

Se de fato usássemos esses preságios de fim de mundo para viver de forma mais responsável, respeitando o universo com suas variáveis nas quais estamos incluídos talvez tivéssemos uma experiência mais significativa

Certa vez fiz uma experiência de viver por seis meses como se fossem os últimos de minha vida. O resultado foi o mais belo e criativo que tive em minha vida. Mudou meu jeito de ser e me relacionar com o mundo. Mudou para melhor minha vida. Mas não sei se qualquer um conseguiria levar uma experiência assim numa boa, sem ser radical demais ou desleixado demais.


Esse pode ser um ano para acabar com certos vícios que nos incomodam, para acabar com a arrogância, a raiva, a mesquinhes, o comer e o beber  em excesso, para acabar com preguiça, com as promessas dissimuladas, com a indiferença a tudo que nos faz mal e faz mal aos outros.

Um novo ano começou, mas muitos já começaram e o que vc. fez? Não desperdice mais uma oportunidade de transformar sua vida pois quando vc. muda todo o universo se beneficia. Basta um movimento para ver a a reação de retorno. Pense mil vezes antes de fazer algo ruim e dez vezes antes de fazer algo bom. Às vezes o que a gente acha que é bom para o outro não é bom e mesmo boas intenções requerem reflexão.

"Desejo que encontre maneiras para se fazer feliz no intervalo entre o instante em que cada dia acorda e o instante em que ele se deita para dormir, porque, a verdade é que, a gente não sabe se tem outro dia..."