02 setembro, 2011

Cultive a Renúncia

Abrir mão de algo pode parecer infundado para muita gente considerando que não somos ensinados a abrir mão e sim a fechar a mão. Somos ensinados não a dar mas a nos omitir de dar. Ou a pedir.

A renúncia é muito mais que um ato de desapego. É aprender a viver sem preferências. O que lhe for dado é o bastante, o suficiente. Se vc. quer mais vá atrás de mais e se vc. conquistar muito mais do que precisa saiba deixar diamantes no caminho por onde passa. Mas mesmo sem ter preferências vc. pode ter diamantes para distribuir.

Vc. pode renunciar a muitas coisas: bens, sexo, vaidade, etc, mas isso é apenas a casca (exterior) da renuncia. Abrir mão é mais singelo e profundo que ter e ser. É não querer mesmo podendo ter. É dizer não ao seu carma pré-determinado ao invés de apenas aceitá-lo passivamente.

Tem gente que renuncia a própria satisfação em favor de alguém. geralmente nossas avós e mães se anularam para servir a casa, a família e o marido. Se isso é feito por amor e compaixão, ok, mas se é feito com insatisfação esse sentimento aparece o tempo todo como uma cobrança diária de um débito que pelos serviços prestados, geralmente não reconhecidos. Causam sofrimento a si e a quem está em débito. O melhor é esquecer o débito e viver sem amarras.

Quem não tem preferências não se importa em demasia com a pouca ou nenhuma consideração que os outros lhe dão. Apenas percebe e deixa que as coisas se diluam de sua mente. E assim consegue viver de maneira saudável. Viver de maneira saudável é deixar os eventos cotidianos passarem por sua mente como a areia passa entre os dedos abertos. Apenas percebendo os enventos da vida sem agarrar-se a eles.

1 comentário:

Lucas disse...

Ótimo texto. O valor do desapego é uma coisa que vamos aprendendo paulatinamente, aos poucos - especialmente depois daqueles momentos onde tudo era possível, menos desapego. Abçs!