23 julho, 2011

Fanatismo: A Crença Doentia do Eu Apegado.

As religiões deveriam suavizar nossa barbárie, só que ao contrário tentam nos transformar em fanáticos. E o fanatismo nos leva de volta à fase larval da evolução.

Mas porque o método que leva ao fanatismo é usado? Para obter poder e lucro. Quem usa esse método em nome de um deus, instituição ou religião, está na verdade, manipulando a mente das pessoas para que elas façam o que lhes convém. Seja certo ou errado. Então as pessoas se tornam agressivas, racistas, preconceituosas, homofóbicas, amarram-se em bombas, em nome de um erro de retórica.

O método é usado em todos os lugares. O que seria dos clubes de futebol sem os fanáticos torcedores. São eles que mais compram lembranças do time e vão aos estadios. O que seria dos artistas sem os fâns (abreviatura de fanáticos), são eles que consomem o que é produzido para vender. 

Mais tolos somos nós que acreditamos que alguém pode falar em nome de Deus, Maomé, Buda ou qualquer profeta. Melhor não ter religião do que estar a mercê de chacais desse tipo. Que usam e abusam da psicologia, da fragilidade e do desespero do indivíduo para vender o que está disponível de graça. Crença não é propriedade de ninguém.

Enquanto se espera que o ser humano evolua espiritualmente, essas manifestações, de sectarismo (visão estreita, intolerante ou intransigente), ortodoxia (defesa do status quo), fundamentalismo (crença restrita em dogmas como verdade absoluta, indiscutível), todas levam ao fanatismo.

Nem demasiado humano. Nem demasiado animal.

O fanatismo é uma involução do indivíduo e nos afasta da nossa verdadeira origem.

"Eu tenho muitos tipos de remédio, mas eu não posso levá-los até você."
Buda.

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