08 janeiro, 2011

Crença não precisa ser um problema.

 Tem um livro que chama Budismo sem Crenças.
O livro não é interessante e nem fala sobre o título, mas o título nos permite divagar sobre a necessidade de crer em algo ou alguém como meio de expressão ou conexão com o sagrado. O Budismo Zen não alimenta a crença em algo e nem mesmo no Buda. Todavia reconhece que a grande maioria das pessoas precisa de alguma motivação, de algum veículo ou símbolo para buscar a pratica. Muitas vezes a figura do Mestre, também, funciona como uma inspiração.


A relação que temos com as entidades budistas não deve ser de co-dependência, de acordos, de toma lá, dá cá. De fazer sacrifícios em troca de alguém benefício. Pois quando algo não sair de acordo com o esperado nossa atitude será abandonar o caminho que não nos satisfaz mais ou culpar outros por não termos obtido êxito em nosso empenho, troca, acordo, barganha. Seja com a entidade que for.

Não ter esse tipo de relação com o Buda, os Bodisatvas e mesmo com Deus e Jesus é um grande alívio. Nem mesmo acreditar nesses veículos, que são grande alento para muitos, nos faz falta. Isso não significa que devemos varrê-los do nosso pensamento, mas sim deixar de nos agarrar a eles como tábua de salvação.

Cada ser é Buda assim como aprendemos, que somos Um com Deus. Só precisamos lembrar disso, como um mantra e o resto podemos esquecer.


Foto do Blog da Regininha.

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