27 novembro, 2010

Posso Repetir o que Buda fez?

Essa é uma pergunta que quase ninguém para para pensar e vai logo fazendo. Um dia Gautama saiu de casa, da barra do sari da família. Saiu de fininho porque se dissesse:"Vou embora!", ninguém o deixaria ir. Ele abandonou o conforto, a riqueza, pai, esposa e filho recem nascido. Gautama era como um bichinho de estimação que cresce e nasce numa gaiola sem saber de onde veio e o que acontece na vida.

O propósito inicial da fuga de Gautama era conhecer o mundo a sua volta. O ciclo natural das coisas das quais ele tinha sido privado.

A medida que procurava conhecimento fazia questionamentos e aprendia com os mestres que encontrava, mas logo demonstrava uma capacidade de ir além desses mestres e eles o dispensavam para que procurasse outro.

Gautama passou por várias experiências de treinamento disponiveis no seu tempo. Anos de praticas ascéticas, comendo cada vez menos. Por fim ele percebeu que aquele caminho o levaria a morte física e sem o veículo que armazena a vida ele não chegaria a nenhum lugar.

Ele abandonou essa prática unilateral e ao abandoná-la causou desagrado naqueles que viam nele um exemplo de santidade.

Buda voltou a se alimentar, banhou-se e foi para outro lugar para meditar em silêncio.

Foi na meditação silenciosa que ele encontrou equilíbrio e o caminho para o despertar que brilhou na mente dele.



Ao ter a experiência do despertar, Buda disse que qualquer um poderia ter acesso a mesma experiência  mas não disse que deveríamos fazer o mesmo que ele fez. Ele disse que o método para conseguir o despertar era o Caminho do Meio e prescreveu os Oito  Passos para Despertar. Portanto começar a busca do despertar tentando fazer o que Buda fez antes de despertar é um equivoco da mente apegada.

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