26 agosto, 2010

Antídoto e Remédio

O antídoto para a preguiça é cultivar a perseverança.
O antídoto para o egoísmo e cultivar a generosidade.
O antídoto para a mentira é cultivar a confiança.
O antídoto para a arrogância e prepotência é cultivar a reverencia e humildade.
O antídoto para a raiva é cultivar o perdão.
O antídoto para aversão é cultivar admiração.
O antídoto para o preconceito é amar a diversidade.
O antídoto para a possessividade é cultivar a generosidade.
O antídoto para a raiva é cultivar a compaixão.
O antídoto para o medo é cultivar a coragem saudável.
O antídoto para a coragem é cultivar a energia.
O antídoto para a intolerância é cultivar a tolerância.


O antídoto para o veneno e provar do próprio veneno.


Buda sempre tinha um remédio para cada doença. O remédio era o ensinamento do caminho correto baseado na profunda sabedoria de quem experimentou esse caminho na pratica, no dia a dia. Mas o remédio mais acessível a todos nos até hoje deixado por Buda é a meditação. É um remédio disponível a todos que o encontrarem em seu caminho, sem custo e com benefícios imensuráveis.

19 agosto, 2010

Por que Gostamos de Sofrer?

Quando Buda começou a ensinar o Dharma ele dizia que a vida é cheia de Dukkha, uma palavra sanscrita que na maioria dos textos ocidentais foi traduzida como sofrimento. Todavia há outros significados. Embora seja difícil para nós ocidentais, que vivemos em busca da felicidade, aceitar que a vida, viver, constitui-se em sofrimento. Dukkha também pode ser traduzido como descontentamento, insatisfação e medo. Três elementos que levam ao sofrimento. Se estamos contentes, satisfeitos e seguros por algum momento há sensação de que não há sofrimento.

Quando se fala em sofrimento no Budismo, muitas pessoas entendem que é preciso sofrer para atingir o Nirvanna, ou a liberação do sofrimento. Que o o budismo é uma religião que prega o sofrimento.
E é exatamente ao contrário. Buda ensinou o caminho, o meio e o fim do sofrimento. E o que ele ensinou nós sempre soubemos.

Buda disse que se temos apego a algo e esse algo nos falta sofreremos a perda.
Se não temos ou não conseguimos ter algo ou alguém sofremos pelo desejo de ter algo, ou alguém.
Isso é tão óbvio que qualquer um já experimentou em sua vida várias vezes.

Para Buda a solução desses problemas é simples. Se o problema é o desejo daquilo que queremos e não temos ou daquilo não conseguimos ter, basta parar de querer o que não podemos ter, ou quem não nos quer, e pronto, acabou o sofrimento no mundo.

Parece fácil enquanto teoria, mas sem testar na pratica não dá para ver a dimensão dessa obviedade.No fim Buda só disse algo que todos nós já estamos carecas de saber, mas não queremos entender. Por que? Será que gostamos de sofrer? Será que é mais fácil lidar com um hábito adquirido do que adquirir outro que nos dará uma qualidade de vida melhor?

Embora o ensinamento do Buda tenha sido fundamentado na vida monástica, isso não significa que não devemos querer nada e abandonar tudo e virar monges. Para Buda a melhor vida era a de monje. Mas o mundo mudou muito e não vivemos mais no tempo que Buda viveu. Todavia o ensinemento nos serve de base para nos guiar no caminho de equilibrio, moderação, harmonia, compaixão, para levar uma vida que possamos conduzir sem maiores problemas. Uma vida simples traz menos problemas que uma vida complicada.

A vida não é sofrimento. A vida é vida. Quem põe o tempero do sofrimento ou do não-sofrimento somos nós. Não é o outro, nem Buda, nem Deus, somente nós mesmos podemos pôr ou remover coisas em nossa mente.

13 agosto, 2010

Como Fazer um Zafu.



O tecido recomendado é lonita, sarja peletizada, popeline 100% algodão.  Se optar por esses tecidos e eles tenham um pouco de elastano veja se não são muito lisos e se o fio da costura não irá puxar demais o pano. A costura pode ficar deformada. O ideal é um tecido escuro que não escorregue quando vc. for sentar no zafu.  Escuro para não precisar lavar pois depois de lavar perde a cor e fica feio. O preto é a cor padrão dos centros zens. Se vc. vai praticar em algum lugar que já tem um padrão de cor escolha a mesma cor. Se vai usar a almofada só em casa pode escolher outras cores.

Nunca fiz eu mesma meu zafu. Essas medidas são tradução do inglês para um zafu médio. Se algum tentar fazer me fale se deu certo ou se há algum ajuste a fazer.

03 agosto, 2010

Saber Esperar.

Para ir no primeiro retiro tive que vender meus livros e Cd´s. Quanto mais praticava mais flechas eram miradas sobre mim. Por um tempo aguentei firme. Em algum momento desisti. Desisti porque não sabia como lidar com tanta oposição e tanto ataque. Optei por me retirar do campo de batalha para me fortalecer no silêncio e no isolamento.

Pode até ter sido uma fraqueza minha, mas esse recuo me fez ver claramente coisas que eu não poderia ver se ficasse com raiva da situação. Era necessário esse distanciamento para ver melhor todas os elementos envolvidos e a mim mesma.

Na maioria das vezes, apenas não estamos prontos para lidar com os obstáculos que surgem e não sabemos deixá-los ir sem tentar prender ou controlar, sem se irritar e acabamos por destruir o que nos levou ao encontro do Dharma.

Paciência e humildade são elementos importantes no início. A arrogância ou pretensão de saber e querer podem nos levar a conflitos com os demais e certamente essas ondas irão gerar sofrimento.

Agora tenho melhor discernimento que antes. Agora sei esperar e fortalecer meus pontos fracos. Nada mais é tão importante e tão urgente que despertar. Tempo e espaço não tem importância para aquele que sabe esperar.

A luz do Dharma está em tudo. Só precisamos aprender a ver.