19 junho, 2010

Meditação Zen fortalece o Hara.

O homem com Hara não se desgasta. Quanto mais aprende a concentrar-se no Hara, mais e mais ele consegue extinguir as perturbações do corpo e da alma que se apoiam no fascínio pessoal e abrir caminho às forças regeneradoras essenciais.
“Ki” é a energia universal da qual participamos na essência. Deve-se aprender a senti-la no Hara e “permitir que flua”, diferentemente da força da vontade, que “se impõem”!
Sempre que se realiza um esforço físico com uma postura correta do Hara, isto é, com o “centro ligado”, todos os órgãos trabalham em função de um todo, ludicamente, com precisão e sem esforço. Quem não tem nenhuma postura do ego também não oferece nenhum alvo ao agressor.
O homem que possui Hara também consegue esperar. Ele tem paciência em todas as situações e sempre tem tempo. Pode sossegadamente observar e não tem de atacar imediatamente quando algo o desagrada.
O homem que tem Hara é sereno. O Hara tem assim um significado salutar para qualquer forma de “nervosismo”. É como se a paz entrasse no corpo. Trata-se de uma paz interior.
Pelo fato de não depender do julgamento do mundo, ele se entrega ao mundo sem se importar com a impressão que causa, pois sua auto consciência se fundamenta no Hara.
Todo verdadeiro poder aparece no final quando se deixa que as coisas aconteçam, isto é, quando se deixa aflorar o que se sabe. O poder, porém, é bloqueado, quando se acredita que se deve constante e obrigatoriamente demonstrá-lo. Todo nervosismo é expressão de um medo que domina o homem em situações que ele não consegue resolver. Com medo, o homem torna-se tenso e impede o fluxo do poder. Permitir que o poder se manifeste equivale a desapegar-se do ego que “controla”.
Em todas as falhas humanas e nas situações decisivas, existe algo em comum: a falta de uma serenidade confiante.

Karlfried Graf Dürckheim

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