22 março, 2010

Ninguém nos é Desconhecido.

[…] aprendi a desenvolver a equanimidade contemplando o ensinamento de Buda, que diz que por infinitos ciclos de renascimentos todos os seres — em número ilimitado — foram nossa mãe ou nosso pai. Na verdade, ninguém nos é desconhecido; já fomos tão íntimos de cada ser — e não apenas uma vez, mas muitas — quanto somos próximos de nossa própria mãe. Seja qual for o papel que alguém desempenhe em sua vida atual, essa pessoa já foi algum dia a sua mãe.

Somos todos como atores em uma peça de teatro que se confundiram com suas personagens; por isso, vemos uns aos outros como amigos ou inimigos. Uma vez que compreendamos isso, é irrelevante se as pessoas são conhecidas ou desconhecidas, feias ou bonitas, amáveis ou não.

Em vez de classificar as pessoas, podemos aprender a superar os limites da nossa compaixão e a tratar todos os seres com a mesma bondade, com paciência e compaixão, ao invés de raiva ou apego.

Chagdud Tulku Rinpoche (Tibete, 1930 - Brasil, 2002)
"Para abrir o coração", cap. 3

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