13 outubro, 2009

A Felicidade está nas coisas Simples e nas coisas Sofisticadas.

Ser frugal é ser simples em nossos costumes, em nossa forma de viver. É não correr demasiado em busca do ter, pois reconhece-se a ilusão de que isto é feito. É evitar o desperdício, é preocupar-se com a ecologia, é dispensar hábitos caros, é suprimir a necessidade de auto-gratificações constantes.

Moderação, sobriedade, temperança, simplicidade são palavras que têm afinidade com frugalidade. Ser frugal é conseguir perguntar: “preciso mesmo disto” e “se eu comprar isto serei mesmo mais feliz”? antes de colocar a mão na carteira ou rabiscar o talão de cheques. É aprender a fazer certas coisas de forma diferente, é procurar opções mais baratas, é resistir à pressão social consumista.

A frugalidade ou simplicidade é junto com a compaixão ou amor e a humildade ou modéstia um dos Três Tesouros do Taoísmo.

Frugalidade não deve ser confundida com pobreza ou com avareza. Uma coisa é viver-se para o consumo sem reconhecer o impacto que se está tendo no ambiente. Permitir-se pequenos prazeres eventualmente não entra, não em minha cabeça, com o conceito de frugalidade. Não sou defensor da frugalidade absoluta, do contrário estaria no Nepal neste momento. Acredito que, sim, possamos ser MAIS FRUGAIS e menos consumistas. Sou algo avesso ao absoluto, talvez porque não acredite nele (apesar de, em alguns aspectos teimar em buscá-lo). Nossa vida é um processo e, acredite, estou melhorando aos poucos. Entretanto, a não ser que me engane, não serei eu um perfeito monge budista nos anos que virão...

A frugalidade não se furta a dormir em uma cama, mas não exige que a mesma seja emoldurada com diamantes e suas colchas não precisam ter fios de ouro. A frugalidade senta-se à mesa e come o pão e toma o vinho, mas não necessita que o vinho seja francês da safra de 1968.

Ser frugal é, em suma, um atalho para a felicidade.


Anotação minha: A Feliciade está em tudo. A diferença é como fazemos uso das coisas.

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