25 setembro, 2009

O que nos prende às pessoas?

O que nos prende às pessoas é a lembrança do sua forma: memórias, recordações, fotografias, vídeos. Guardamos cuidadosamente no nosso arquivo mental para que possamos buscar quando for conveniente.

Se a pessoa não existe mais fisicamente buscar lembranças gera sofrimento. Então Porque sentimos saudades de alguém que não existe mais na forma que a conhecemos?

Por que somos sádicos? Por que somos doentes? Talvez, mas será que esquecer simplesmente da imagem, apagar as lembranças resolveria a questão?

Há pessoas que nunca conseguimos esquecer. Mesmo que não estejam mortas permanecem vivas em nossa mente. Um grande amor, alguém que nos fez sofrer...

Como mudar o foco e tentar aprender algo de útil com tais situações?

Apenas deixe as coisas fluírem naturalmente sem se apegar a roda das recordações. No seu tempo, assim como veem vão embora.

13 setembro, 2009

Visão Budista da Preservação do Meio Ambiente.

Meu Deus, meu Deus, esta é que é a vida
simples, tranquila,
como o rumor suave de vida
que vem da vila.
Verlaine

Morando no campo passei a ver como as coisas funcionam. De onde vem uma abobrinha, como ela se forma de uma imensa flor. Já distingo o canto de diferentes pássaros. Sei quando vai chover e quando vai fazer dia de sol, quando vai começar a ventar e de onde vem o vento.

E isso me faz pensar que a ignorância "de onde as coisas veem" é que faz com que as pessoas não se importem com as coisas, que desperdicem comida, água, energia, que cortem florestas inteiras, que destruam solo e rios.

Só passamos a fazer tudo isso em ritmo acelerado para satisfazer a necessidade crescente do "tudo pronto". É só ir ao supermercado ou ao uma loja de departamentos daquelas que tem de tudo para tudo o que vc. imaginar. Mas de onde vieram essas coisas todas. O que estou levando para casa? Conforto ou destruição. Isso tudo não é gratuito. Veio de anos de bombardeio com a propaganda para criar necessidades que não precisaríamos ter. Geramos mais lixo produzindo e consumindo coisas industrializadas que produziríamos se não houvessem essas coisas. Se esquivar dessas artimanhas requer atenção. Assim como retornar a uma vida mais simples, com conforto, mas reduzindo o consumo também requer mudar. Mudar hábitos e padrões de consumo. Mudar conceitos e concepções de como nascemos e para onde vamos quando deixamos nosso corpo sem vida.


A concepção predominante no Ocidente é de origem cristã, portanto, acredita-se que a vida após a morte continua muito longe daqui. Que nunca mais poremos os pés na terra outra vez. Acreditam apenas que devem preservar o mundo para seus descendentes, mas não tem noção de que eles também precisarão desse mundo.

A concepção budista é de que a vida não tem um começo nem um fim pré determinado. Podemos nascer inúmeras vezes nesse ou em outros mundos em várias formas. Portanto é bom preocupar-se em garantir que este mundo estará cada vez melhor já que terão que voltar aqui sabe-se lá quantas vezes.

Tenho arrepios só em pensar o nível de sofrimento que haverá no mundo nos próximos 50-100 anos.

Nossa casa por enquanto é esse planeta e seria melhor não destruí-lo pois não sabemos por quanto tempo iremos precisar dele. A visão budista de conservação está focada na preservação de um meio para onde possamos continuamente renascer e dar continuidade ao ciclo de evolução da consciência. O corpo é a forma orgânica e se desfaz, mas a mente não pode se evaporar enquanto não tiver chegado ao nível de vapor.

04 setembro, 2009

Perguntas para se fazer todos os dias:

É hoje que irei morrer?
Estou vivendo a vida que eu quero viver?
Estou sendo a pessoa que quero ser?

Quando aprendemos a morrer, aprendemos a viver.

Morrie Schwartz

02 setembro, 2009

Os Perigos do Apego Obsessivo.

A cultura ocidental cultua o apego como uma característica do romantismo. É bonito sentir ciúmes mas as consequencias não são bonitas. Às vezes, o que o apego gera é uma obsessão pelo outro ou por alguma coisa: dependência emocional, e isso pode levar a desdobramentos perigosos.