14 novembro, 2008

Padrões

Quando ainda não temos um mix de experiências de vida (boas e ruins). Um catálogo de experiências para consultar. Quando ainda somos muito imaturos, mesmo tendo bons anos de existência. A possibilidade de nos apegarmos a conceitos e os torná-los nossos deuses particulares é tão simples quando ir ao banheiro e esquecer de usar o ph.

De onde vem o apego? Ele vem de padrões-hábitos que repetimos sem tomar consciência. Ou sabemos, mas não conseguimos deixar de lado. Apenas fazemos por crescemos fazendo, porque é assim à gerações, porque é certo, porque é melhor que seja assim, porque nos deixamos levar.

Se não fizermos sempre haverá alguém para nos lembrar desses padrões. Mas há padrões contra os quais não devemos e nem podemos nos opor. Todavia os nossos padrões secretos, pessoais, privados não precisam seguir os mesmos padrões impostos.

Não precisa fumar ou beber em festas porque ficará de mãos vazias e não saberá o que fazer com elas.

Há pessoas que sofrem com certos hábitos a ponto destes se transformarem vícios e doenças graves.

De sorte, não há nada que não pareça doentio em nossa vida cotidiana.

Ver pessoas apegadas à ideia de que "a minha religião é melhor que qualquer outra", que somente o "meu Deus salva" faz parte do processo de crescimento de todo ser humano. Há aqueles que conseguem dar um passo além do fanatismo para abraçar novos apegos. Há os que se beneficiam do fanatismo para ter algum lucro. Até que por fim não reste mais nenhuma ilusão. O vazio de nenhuma ilusão também requer atenção. Pode ser um abismo inaceitável: o que farei sem meus hábitos tão queridos? Cada nova etapa precisa de tempo para ser aceita. Queremos ganhar e quando nos vemos perdendo e esvaziando fica uma sensação estranha.
Na verdade o que perdemos é tão importante quanto o que ganhamos. Aprender a perder é essencial para ter uma vida saudável.

"O apego é um problema.
O desapego é problema.
O Não-apego sem problemas."

O apego aferrado as coisas traz sofrimento.
O desapego total de tudo também.


O que é o não-apego? Se tenho uso. Se não tenho, tudo bem.

Perceber padrões de apego e aos poucos ir suavizando seus efeitos faz parte da pratica de viver cada momento em si. Não tente concertar o que não está quebrado. Consertar-se não é o propósito de nenhuma pratica. É sim ajustar, encontrar o equilíbrio entre o mais e o menos. É o que dá leveza e tranquilidade. O meio do caminho entre os extremos.

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