16 agosto, 2009

Doze Princípios do Budismo

"1. A autossalvação é a tarefa mais imediata para cada
um de nós. Em vez de perder tempo com questionamentos
metafísicos, é necessário começar imediatamente a
aprender e progredir através de experiência direta e
pessoal de vida.

2. O primeiro fato da existência é a lei da
impermanência. Tudo o que existe atravessa um ciclo,
passando pelas fases de nascimento, crescimento,
velhice e morte.
A vida é um estado de permanente fluxo. O apego às
formas passageiras desse fluxo causa sofrimento.

3. A impermanência também vale para a "alma". Não
existe no indivíduo um princípio eterno e imutável.
Somente a Realidade Absoluta é perene, e os indivíduos
são apenas manifestações temporárias dessa Realidade.

4. Tudo tem causa e efeito. O nosso estado presente é
o resultado de todas as nossas ações passadas. O karma
("ação e reação") governa a existência humana. Somos
completamente responsáveis pelo nosso estado passado,
atual e futuro. O processo de autoaperfeiçoamento que
conduz à liberação final é longo e envolve muitas
vidas sucessivas, mas eventualmente todos os seres se
iluminarão.

5. A vida é uma só e indivisível, embora sua
manifestação seja em inúmeras formas divididas. A
morte para o todo não existe, embora cada parte esteja
destinada a morrer.
A noção da unidade da vida gera a compaixão - um senso
de identidade com todos os seres vivos.

6. Se a vida é uma, os interesses da parte devem ser
os mesmos do todo. Na sua ignorância, cada um luta
para que prevaleçam seus interesses pessoais, mas a
energia assim desviada para propósitos egoístas produz
sofrimento.
O Buda ensinou Quatro Nobres Verdades: 1) a
onipresença do sofrimento; 2) a causa do sofrimento,
desejos equivocadamente dirigidos; 3) a erradicação do
sofrimento pela eliminação de suas causas; 4) a
prática de auto-aperfeiçoamento para esse fim, chamada
de Caminho Óctuplo.

7. O Caminho Óctuplo consiste em: 1) compreensão
correta; 2) motivação correta; 3) fala correta; 4)
ação correta; 5) meio de vida correto; 6) esforço
correto; 7) concentração mental correta; 8) meditação
correta.

8. O budismo não é teísta. A Realidade absoluta e sem
limites está além de todas as descrições e categorias
humanas. Portanto, transcende até os nossos conceitos
de divindade, porque ao atribuirmos-lhes propriedades,
nós a estamos limitando.
O Buda não é um deus. Ele foi um ser humano comum que,
mediante esforço próprio, atingiu a liberação final
das limitações da individualidade; uma
supra consciência ou insight transcendental, usualmente
chamado de "iluminação" ou Nirvana. Todos os seres
humanos, sem exceção, têm o potencial de atingir esse
mesmo estado final.

9. O processo de auto desenvolvimento é chamado de
"Caminho do Meio", pois transita entre os opostos,
evitando todos os extremos. O Buda experimentou
pessoalmente e rejeitou os extremos da
auto gratificação e da auto mortificação.
A única fé requerida de um budista é a crença razoável
de que o caminho percorrido por um mestre será válido
para ele também.

10. É fundamental para a prática que a pessoa se
dedique à meditação. Ela deve aprender a destacar-se
das emoções passageiras. A faculdade de observação das
circunstâncias do momento permite manter as ações
sempre equilibradas.

11. Não se reconhece nenhuma autoridade final externa
sobre a verdade; somente a intuição do próprio
indivíduo. Cada qual sofre as conseqüências dos
próprios atos e aprende a partir disso. Os monges e
estudiosos são professores e exemplos, mas não são
intermediários entre o adepto e a Realidade.
Nenhuma oração pode impedir um efeito de seguir-se à
sua causa.
Tolerância absoluta deve ser observada em relação a
todas as religiões e filosofias, pois ninguém tem o
direito de interferir na jornada espiritual alheia.

12. O budismo não é pessimista nem escapista; não
afirma nem nega a existência de Deus; não possui
dogmas; é intelectual e psicológico ao mesmo tempo;
não é somente uma religião, ou apenas uma filosofia,
nem um meio de vida, mas relaciona-se com tudo isso;
respeita todos os pontos de vista; aceita a ciência, a
religião, a ética e a arte; e insiste na
autossuficiência do ser humano e no seu poder como
criador do próprio destino."

Autor desconhecido.

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