09 outubro, 2008

Por que ir a Retiros Budistas?

As razões são muitas desde as mais ingênuas as mais sérias.
Já fui a um retiro pela beleza do lugar. Admito que não havia tanto entusiasmo pelo retiro em si e no fim foi um dos melhores retiros que fiz.

Muitos querem apenas fugir da agitação do dia-a-dia e pensam:"Vou descansar e dormir bastante." Logo no primeiro despertar, de madrugada, a doce ilusão se desfaz.

Alguns e algumas fantasiam a possibilidade de encontrar sua alma gêmea. Pode acontecer, mas terão que se comunicar por telepatia, olhares, sorrisos sedutores já que certos retiros tem um nível de tolerância baixa às conversas. Há aqueles que não conseguem conter-se e mergulham na arte da sedução em pleno retiro. Esse tipo de atitude é considerada um desrespeito e as pessoas que não respeitam as regras do retiro podem ser convidadas a deixá-lo.

Alguns retiros podem até liberar a comunicação e nesses pode-se fazer preciosas amizades e até encontrar um parceiro/a de jornada.

Outro fator interessante é o apego a prazeres e aversões. "A comida é boa." "Não gosto dessa papa estranha." Esses cantos são lindos." "Não estou entendendo esses cantos e não vou falar o que não sei lá o que é."

Para o praticante budista ligado a sua comunidade ir a retiros significa a oportunidade de praticar por alguns dias com mais disciplina, recarregar as baterias, encontrar ou reencontrar com o professor, ouvir ensinamentos. Às vezes pode ser oportunidade única para esclarecer dúvidas.

O importante é o compromisso de mergulhar no retiro e deixar hábitos do cotidiano de lado pois eles podem mais atrapalhar que ajudar.

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