30 agosto, 2008

Metta e Tonglen duas práticas de Compaixão.

A tradição Zen não tem uma prática formal de Compaixão. Basicamente seguir os Preceitos já seria suficiente. Mesmo assim muitas pessoas perguntam como podem praticar Compaixão.

Depois de me iniciar nas prostrações comecei a meditar no estilo Zazen.
Ao final da meditação recitava o Sutra do Coração
e o Sutra de Metta.

O Sutra de Metta pode ser cantado.O Canto de Metta
em pali é muito bonito.

Ouçam acompanhando a letra


Metta
é uma palavra em Pali que significa bondade amorosa.
Metta
é compartilhar esse amor-bondade com todos os seres.
Metta é compaixão.


O Tonglen é muito semelhante ao Metta. Pema Chödrön explica melhor o que é a prática do Tonglen.

O Canto de Metta é da tradição budista Theravada e o Tonglen (dar e receber) é uma prática do Budismo Tibetano. Tanto o Tonglen quanto Metta são práticas de compaixão. Os objetivos são os mesmos. Enquanto Metta direciona Amor Bondade/Compaixão começando por si, para pessoas próximas conhecidas ou não e por fim para todos os seres. Tonglen usa em parte o mesmo método. Consiste em absorver o sofrimento e devolvê-lo em forma de amor bondade. O Tonglen exige nesse aspecto mais cuidado e se possível orientação de um professor. Se feito incorretamente pode tornar-se prejudicial. Se vc. apenas absorver o sofrimento alheio e não passar pelo filtro da compaixão devolvendo-o em amor bondade poderá ter problemas. Se ele for guardado vai gerar tristeza e sofrimento ao praticante.
É importante trabalhar o aspecto da dor porque é esse aspecto que nos afasta do caminho da compaixão.
Não vejo problemas com a prática de Metta, mas o Tonglen como de sorte a maioria das práticas do Budismo Tibetano recomendo fortemente que se procura um centro tibetano e a orientação de professores treinados nessa prática. As práticas tibetanas podem se constituir em grande problema se mal executadas, se executadas em intensidade inadequada e sobretudo sem conhecimento dos efeitos colaterais. Remédios sejam eles sintéticos ou espirituais não devem ser tomados sem prescrição de alguém treinado para tal função. Pessoas que se encontrem em tratamento psiquiátrico ou tenham síndrome de pânico não devem se iniciar por conta própria à práticas budistas. Muitas dessas práticas podem intensificar o problema que está estável ou sob controle trazendo reações inesperadas. Procure sempre a orientação de alguém.
Qualquer um que se inicie em alguma prática por si só não deve se super estimar. Comece com práticas mais simples.

28 agosto, 2008

Prostrações: Uma Prática Poderosa!













A primeira prática budista que fiz antes mesmo da meditação foram as prostrações no estilo tibetano. O corpo todo vai ao chão. Os tibetanos usam um suporte nas mãos para deslizar mais facilmente o corpo pelo chão e a superfície deve ser lisa. Não sabia disso quando fazia. Talvez tivesse me empenhado mais se tivesse noção desse recurso.

Mas depois aprendi o estilo zen de prostração e me dediquei a ele.

No Zen Coreano é repetida diariamente. Em retiros é a primeira prática do dia.
São 108 repetições.

No Budismo Tibetano recomendá-se 300 por dia.
Ou pelo menos 100-300 mil prostrações ao longo da vida.
Como tudo para os Tibs. gera/acumula méritos, essa prática é uma genuína poupança ao bom carma. Mas é claro que ela também puxa o lixo para fora daí ser considerado uma prática de desintoxicação. Pode ser bom, mas com certeza antes de ser bom pode trazer mal estar. Curar o carma não sai de graça. Então vá com calma.

Atenção! Pessoas sob tratamento psiquiátrico não devem se submeter a praticas budistas sem supervisão de seu terapeuta e de um mestre experiente nessa área. Práticas budistas podem intensificar estados alterados que se encontram estáveis pois movem estes estados para a superfície causando turbulência. Não corra riscos desnecessários.

27 agosto, 2008

Monges protestam na Coreia do Sul.

200 mil monges protestaram está semana em Seul (Coreia do Sul), pela discriminação do governo coreano (Lee Myung Bak) ao Budismo e pelo favorecimento ao cristianismo no país. O presidente Lee é pastor presbiteriano. O sistema de GPS dos carros não aponta templos e mosteiros budistas. Já as igrejas são indicadas. Os monges querem um pedido de desculpas formal e uma lei que determine a neutralidade religiosa do governo coreano.

20 agosto, 2008

Repousar no Momento.

Estou fazendo essa experiência. A bem da verdade ela não é nova, me dedico a ela quando lembro.
Depois de repousar na ilusão, repousar no silêncio estou tentando repousar no momento.
Não sei dizer se a ordem precisa ser a mesma.


Estou em retiro em plena cidade com tudo o que é possível acessar inclusive a Internet. O retiro se chama "Repousar no momento em meio a tudo que há a sua volta." Não é um retiro formal. Acabei de inventá-lo.


Me mudei por uma semana para um lugar que não é minha casa e divido o quarto com outras pessoas que não sabem que estou repousando no momento.

Esta madrugada presencie uma das colegas se retirando do quarto porque não conseguia dormir com muitos decibéis do ronco da outra colega. Eu tb. teria me retirado ou solicitado um novo quarto, mas apenas coloquei meus protetores auriculares e raposei no momento. Depois pensei:"Com protetores fica fácil! Então tentei sem.

Só requer lembrar de repousar no momento. Não é fácil porque num zás somos puxados para qualquer outra situação, distração, aflição, ansiedade, medo, etc. O momento se perde nessa confusão e quando notamos, se notarmos, foi-se. Perceber e trazer a mente suavemente de volta requer treino e atenção.

Apesar de todas a distrações da cidade tento repetir essa experiência mais vezes possível.

O problema do repouso é que ele traz uma serenidade que dura enquanto não encontramos nenhum obstáculo à tranquilidade, por isso é importante não se apegar ao desejo de prolongar esse estado de tranquilidade porque na primeira oportunidade ele irá se evaporar. Lembre que a impermanência não deixará de existir.

03 agosto, 2008

Tente um milhão de vezes!

Quem for capaz de extinguir todas as manifestações que se agregaram à consciência original será capaz de abandonar o sofrimento e a morte sem precisar abandonar seu corpo físico. Buda demonstrou por si mesmo. Quantos tem coragem de tentar?