03 novembro, 2005

Ser sua própria lanterna.

Uma das características da natureza humana é o apego. O apego, obviamente possui um lado positivo e, mais do que isso, necessário. É, por assim dizer, a nossa âncora nesta existência, o nosso contato com a realidade, a atenção com as necessidades básicas de sobrevivência.

Mas quando nos apegamos demais às coisas ou temos a necessidade de referências tangíveis todo o tempo, isto pode ser um complicador, porque o material é (e deve ser sempre) conseqüência. É fim, e não meio. Provavelmente as pessoas com o aspecto Terra acentuado vivenciem mais este tipo de situação, principalmente no que toca ao desenvolvimento da sua espiritualidade.

Foi pensando em uma delas que eu me lembrei de uma pequena história:

Um jovem rabino desabafou com seu mestre: "Durante as horas em que estudo me sinto cheio de vida e luz, mas logo que cesso meus estudos, este sentimento desaparece. O que devo fazer?"

Respondeu o rabino: "É tal qual o homem que vaga pela floresta em uma noite escuro e parte do caminho é acompanhado por alguém que carrega consigo uma lanterna. Mas chega um momento em que seus caminhos se separam e ele deve seguir sozinho. Se tivesse a sua própria lanterna, não precisaria temer a escuridão".

Se você não internaliza a experiência, não consegue se livrar das muletas, quer sejam estas a figura de um mestre/guru/lama/rav, locais de práticas, ídolos/talismãs, dogmas, etc.

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