02 novembro, 2005

O Mantra e o Êxtase


No Fantástico estão passando uma série que se chama Êxtase.
Quando vi o episódio sobre os Carismáticos que recitam palavras ou frases em outras línguas me lembrei da experiência que tive com o mantra Kwan Seum Bosal (Kwan Se Un Bo Sal).

Depois do retiro tínhamos três dias de confraternização, cerimônias entre todos os que vieram ao retiro e mais a comunidade zen.

Num desses dias estava programado um jogo de voley, mas chovia e a Mestra Zen perguntou: E agora o que vamos fazer? Havia uma caixa cheia de instrumentos de percussão, a maioria improvisados, dali cada um escolheu o seu e fizemos um círculo em pé na sala de meditação. Eu me servi de um pandeiro.
Começou a batucada. Tínhamos que acompanhar o ritmo e recitar o mantra. Recitar e bater no nosso instrumento de percussão. Começou devagar e foi aumentando gradativamente, até não se conseguir mais recitar o mantra de tão rápido.
Quando chegava nesse ponto, o cérebro entrava em "colapso". Eu não conseguia pensar em nada, sequer falar.
Tive uma prova significativa de como o mantra pode ser uma prática importante. Embora muitos a desprezem, por acha-la fácil ou menor, foi recitando este mantra ( Kwan Seum Bosal) e batendo no Moktak (instrumento de percussão usado para marcar o ritmo dos cantos na tradição do zen coreano) que o Mestre Zen Seung Sahn (Patriarca e fundador da Escola Zen Kwan Um) chegou a Iluminação em Cem dias de retiro solitário nas montanhas da Coréia do Sul. Durante cem dias ele recitou o mantra batendo no Moktak.

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