26 novembro, 2005

Yoji



O palito de dente foi introduzido no Japão no ano de 584 (Período Nara)
Buda (500aC) ensinou sues discípulos a limpar os dentes usando uma escova de cerdas. Na Índia eles usavam um raminho de arbusto da árvore Neem entre outros.
Eles o chamavam de (denta-kashuta), em sânscrito, que significa ramo.
Como ramos dessa árvore ainda não cresciam na China foram usados os de álamo.



A palavra chinesa e japonesa para álamo é Yo e para ramo Ji, portanto o nome Yoji ou Tsumayoji , é palito de dente em japonês.

Ainda hoje, na Índia (Danta) significa 32, o número de dentes.

21 novembro, 2005

Diferenças










No Ocidente se alguém te diz:
-Eu gostaria de fazer medicina, por ex., uma das respostas seria:
-Bem, cara, eu acho que você não está preparado para
dar conta de um curso assim.

No Oriente a resposta seria:
-Isso é maravilhoso! Eu vou te ajudar.


Todos somos Budas em potencial.

19 novembro, 2005

Mestres Jedi



O medo leva à raiva,
A raiva leva ao ódio,
O ódio leva ao sofrimento.

Yoda

O seu foco determina a sua realidade.

Qui-Gon Jinn

18 novembro, 2005

Excesso de Energia

Se você tiver apenas Grande Coragem, mas sua fé for vacilante e sua questão não for clara, então, tudo o que você terá é excesso de energia. O melhor modo de harmonizar essas coisas todas, é apenas relaxar e harmonizar-se com sua situação. Esse é outro nome para "não saber". Quando a sua mente não está, nem muito folgada, nem muito
tensa, então, a Grande Fé , a Grande Coragem e a Grande Questão podem andar juntas e atuar de modo claro, de momento a momento.

Mestre Zen Coreano Seung Sahn

15 novembro, 2005

Estações para hibernar

Parece que o calor chegou pra ficar.
Tempo morto pra mim.
No hemisfério norte é frio.
No sudeste asiático são as chuvas.
Na asia no inverno é melhor ficar em um mosteiro.
No sudeste asiático tb. é boa idéia fazer um retiro de floresta na Tailândia.

14 novembro, 2005

South Korea


Já foi o tempo em que os monges só podiam ter: três tigelas, dois mantos, linha e agulha.
Hoje, são objetos indispensáveis: Celular, câmara digital e Notebook.
Para ser monge precisa ter um bom dinheiro guardado, patrimônio, ou ser rico.
Monges e monjas não podem trabalhar.
Um monge até sua formação se completar, (no exterior), não irá gastar menos de 6 mil dólares por ano. Mesmo que fique recluso no mosteiro.

Como não sou monja não posso ficar morando no mosteiro. Portanto, leigos gastam mais que monges.

08 novembro, 2005

Buddha e Narciso

"Budha e Narciso me parecem duas posturas diferentes que podemos ter frente ao poder e a ilusão. Na história de ambos sempre me impressionou a diferença com que trataram de uma situação muito parecida. Enquanto um deles sairia pelo caminho da iluminação, o outro mergulhava para sempre no engano. Enquanto um negava a oferta de realização dos desejos em troca de permanecer no caminho da ilusão, o outro, iludido, entregou-se ao engano e perdeu qualquer possibilidade de lidar com a realidade, ficando aprisionado em suas fantasias de poder. Em ambos, podemos reconhecer dois caminhos diferentes que somos obrigados a percorrer em nossa vida e, da escolha que fazemos, depende o rumo que ela toma.

Tirésias, o adivinho cego da mitologia grega, previu que a ninfa Liríope teria um filho que só chegaria à idade adulta se não viesse a conhecer o próprio rosto. Foi assim que Narciso veio ao mundo e cresceu deixando atrás de si um rastro que marcava a sua caminhada por uma vida sem face. Por onde passava, pessoas de ambos os sexos se apaixonavam pelo jovem e ele, orgulhoso da própria beleza e embevecido pelo seu poder sobre os outros, não correspondia aos amantes capazes até mesmo de matar-se pelo seu amor.

Um dia, o jovem mancebo deparou-se com um lago de águas límpidas no meio de seu caminho. Narciso aproximou-se, olhou, debruçou-se, e o que viu espelhado deixou-o enlouquecido. Um belo jovem olhava para ele de dentro do espelho de água clara. Pela primeira e última vez, Narciso enxergou a própria face, mas, não sabendo que era sua, apaixonou-se pelo jovem que julgou ver no reflexo do lago. Fascinado pela imagem que não conseguia tocar, sofrendo na própria carne o mesmo sentimento que despertava nos outros, Narciso caiu prisioneiro de uma ilusão que, até os dias de hoje, conta o mito, o mantém prisioneiro de seu engano.

No outro lado do andar dos homens, vamos encontrar Budha. Em sua busca da iluminação, ele defrontou-se com Mara Papyam, deus do reino dos desejos, capaz de alimentar as fantasias de poder de qualquer mortal. A todo custo, Mara queria tirar Budha do seu objetivo. Mas Budha já conhecia bem este caminho. Seu pai já tentara afastá-lo da realidade através da fantasia de um mundo onde todos eram eternamente belos e a velhice e a morte não tinham lugar. Foi para fugir desta ficção que Budha tentou rasgar a cortina de ilusões que habita em nós na medida em que nos lançamos com avidez no mundo das aparências e do poder.

Meditando à beira de um lago, o príncipe Gautama viu diante de si o reflexo da própria imagem. Defrontado com Mara, a potência do desejo que assumia as feições de Budha e lhe oferecia poder e riqueza sem fim, Budha, reunindo o resto de suas forças, exclama olhando para a própria imagem que tudo aquilo era ilusão, derrotando Mara Papyam, o poderoso deus dos enganos.

Pensando em Budha e Narciso como duas tendências de nossas mentes. não há como não reconhecer nestas forças um desafio permanente. Ou optamos por Narciso, e nos transformamos em seres iludidos com o poder que ignora as conseqüências de seus gestos e desconhece o amor e a delicadeza frente ao outro, ou aprendemos com Budha o mistério da ilusão do próprio eu e confrontamos Mara para, uma vez mais, tentarmos renovar os nossos objetivos de estar neste mundo."

Paulo Blank

in JB Online

07 novembro, 2005

Sair fora

O mundo impermanente passa rapidamente;
a vida e a morte são questões vitais.
Se você sair fora do sagrado,
certamente se arrependerá disto.

Ju-ching [Mestre de Dogen]

06 novembro, 2005

Apenas não saiba

O Mestre Zen Seung Sahn estava treinando um professor para receber a Inka. O professor fazia entrevistas de koans e o Mestre Seung Sahn ficava ao lado dele observando.

Veio um aluno e a entrevista começou. O aluno respondeu vários koans sem exitar em nenhum. Quando saiu da sala o professor em treinamento disse ao Mestre Zen: "Muito bom aluno esse!"
Veio outro aluno para entrevista. Este já praticava há 30 anos. Estava há anos com o mesmo koan. A única resposta que ele dava era: "Não sei!"
Sempre assim, ano após anos, ele vinha às entrevistas, batia no chão e dizia: "Não sei!" Então quando ele saiu da sala de entrevistas o Mestre Zen disse: "Esse, grande aluno!"

03 novembro, 2005

Ser sua própria lanterna.

Uma das características da natureza humana é o apego. O apego, obviamente possui um lado positivo e, mais do que isso, necessário. É, por assim dizer, a nossa âncora nesta existência, o nosso contato com a realidade, a atenção com as necessidades básicas de sobrevivência.

Mas quando nos apegamos demais às coisas ou temos a necessidade de referências tangíveis todo o tempo, isto pode ser um complicador, porque o material é (e deve ser sempre) conseqüência. É fim, e não meio. Provavelmente as pessoas com o aspecto Terra acentuado vivenciem mais este tipo de situação, principalmente no que toca ao desenvolvimento da sua espiritualidade.

Foi pensando em uma delas que eu me lembrei de uma pequena história:

Um jovem rabino desabafou com seu mestre: "Durante as horas em que estudo me sinto cheio de vida e luz, mas logo que cesso meus estudos, este sentimento desaparece. O que devo fazer?"

Respondeu o rabino: "É tal qual o homem que vaga pela floresta em uma noite escuro e parte do caminho é acompanhado por alguém que carrega consigo uma lanterna. Mas chega um momento em que seus caminhos se separam e ele deve seguir sozinho. Se tivesse a sua própria lanterna, não precisaria temer a escuridão".

Se você não internaliza a experiência, não consegue se livrar das muletas, quer sejam estas a figura de um mestre/guru/lama/rav, locais de práticas, ídolos/talismãs, dogmas, etc.

02 novembro, 2005

O Mantra e o Êxtase


No Fantástico estão passando uma série que se chama Êxtase.
Quando vi o episódio sobre os Carismáticos que recitam palavras ou frases em outras línguas me lembrei da experiência que tive com o mantra Kwan Seum Bosal (Kwan Se Un Bo Sal).

Depois do retiro tínhamos três dias de confraternização, cerimônias entre todos os que vieram ao retiro e mais a comunidade zen.

Num desses dias estava programado um jogo de voley, mas chovia e a Mestra Zen perguntou: E agora o que vamos fazer? Havia uma caixa cheia de instrumentos de percussão, a maioria improvisados, dali cada um escolheu o seu e fizemos um círculo em pé na sala de meditação. Eu me servi de um pandeiro.
Começou a batucada. Tínhamos que acompanhar o ritmo e recitar o mantra. Recitar e bater no nosso instrumento de percussão. Começou devagar e foi aumentando gradativamente, até não se conseguir mais recitar o mantra de tão rápido.
Quando chegava nesse ponto, o cérebro entrava em "colapso". Eu não conseguia pensar em nada, sequer falar.
Tive uma prova significativa de como o mantra pode ser uma prática importante. Embora muitos a desprezem, por acha-la fácil ou menor, foi recitando este mantra ( Kwan Seum Bosal) e batendo no Moktak (instrumento de percussão usado para marcar o ritmo dos cantos na tradição do zen coreano) que o Mestre Zen Seung Sahn (Patriarca e fundador da Escola Zen Kwan Um) chegou a Iluminação em Cem dias de retiro solitário nas montanhas da Coréia do Sul. Durante cem dias ele recitou o mantra batendo no Moktak.