21 dezembro, 2004

Primeiro desperte, depois ensine.



"Enquanto não nos sentirmos abertos e amorosos, nossa prática está bem ali, esperando por nós. Uma vez que na maior parte do tempo não nos sentimos abertos e amorosos, devemos praticar de modo meticuloso o tempo todo.

A prática religiosa é um processo incessante de reconciliação, de um segundo a outro. Cada vez que ultrapassamos esta barreira, algo muda dentro de nós.Um dos aspectos distintivos de uma prática séria é o estado de alerta e de reconhecimento para os momentos de superação. No exato momento em que tivermos, mesmo que seja uma fugaz noção de estar julgando outra pessoa, a luz vermelha da prática se acende e podemos percebê-la.

Sendo assim, a prática não é só vir aos retiros e meditar todos os dias pela manhã. Isso é muito importante, contudo, não basta. A força de nossa prática, a capacidade de a comunicarmos a outros, está em sermos nós mesmos.

Não precisamos tentar ensinar os outros. Não precisamos dizer nada. Se nossa prática é forte, ficará evidente o tempo todo. Não temos de falar sobre dharma; dharma é simplesmente o que somos.

Charlotte Joko Beck [ Sempre Zen, p. 215.]

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