21 dezembro, 2004

Primeiro desperte, depois ensine.



"Enquanto não nos sentirmos abertos e amorosos, nossa prática está bem ali, esperando por nós. Uma vez que na maior parte do tempo não nos sentimos abertos e amorosos, devemos praticar de modo meticuloso o tempo todo.

A prática religiosa é um processo incessante de reconciliação, de um segundo a outro. Cada vez que ultrapassamos esta barreira, algo muda dentro de nós.Um dos aspectos distintivos de uma prática séria é o estado de alerta e de reconhecimento para os momentos de superação. No exato momento em que tivermos, mesmo que seja uma fugaz noção de estar julgando outra pessoa, a luz vermelha da prática se acende e podemos percebê-la.

Sendo assim, a prática não é só vir aos retiros e meditar todos os dias pela manhã. Isso é muito importante, contudo, não basta. A força de nossa prática, a capacidade de a comunicarmos a outros, está em sermos nós mesmos.

Não precisamos tentar ensinar os outros. Não precisamos dizer nada. Se nossa prática é forte, ficará evidente o tempo todo. Não temos de falar sobre dharma; dharma é simplesmente o que somos.

Charlotte Joko Beck [ Sempre Zen, p. 215.]

08 dezembro, 2004

Tornar-se independente

(...)Os seres humanos deveriam despertar logo e encontrar sua natureza original. Mas como é que retornamos à nossa natureza original? Há certa de 2500 anos, o Buda vivia numa situação muito confortável. ele era o princepe chamado Sidarta e possuia tudo que quisesse. Mas ele não compreendia a si mesmo.

"Quem sou eu?" "Não sei"

Naquele tempo na Índia, a religião Hindu ligada aos brêmanes, era a religião principal. Mas o bramanismo não lhe oferecia respostas às suas perguntas acerca da natureza da vida e da morte. Então, Sidarta abandonou o palácio, foi para as montanhas e praticou várias austeridades espirituais por seis anos. ele encontrou o Caminho do Meio entre a auto gratificação e o extremo ascetismo.

Certa manhã quando meditava sob a árvore Bodhi, ele viu uma estrela no céu do Oriente. Naquele momento - boom!

O jovem Sidarta iluminou-se. Acordou e tornou-se um Buda. Ele compreendeu o eu. Isso significa que o Buda alcançou a verdadeira natureza de um ser humano, independente de qualquer força exterior, religião ou deus. esse é o ensinamento do Buda.

Mestre Zen Coreano Seung Sahn [A Bússola do Zen, p.21]

Dia dos Iluminados!



Hoje comemora-se a iluminação do Buda



e do Tom Jobim.

01 dezembro, 2004

Um Grande Mestre



Nosso querido e grande mestre, Mestre Zen Seung Sahn, morreu no dia 30 de novembro de 2004, em Hwa Gye Sah, Seul, Coréia do Sul, com 77 anos de idade.
O mestre foi em paz, acompanhado por seus estudantes mais queridos até seu último momento. Nos sentimos agradecidos pela sua profunda sabedoria, sua grande compaixão e pelo precioso presente dos seus ensinamentos.