13 setembro, 2004

A Entrevista Zen

A entrevista Zen é uma parte vital do treinamento na nossa Escola [Zen Kwan Um].
Apesar da forma e do conteúdo da entrevista dependerem inteiramente do estudante e do estilo particular do professor. o propósito é ajudar o estudante a experimentar seus/suas próprias forças e limitações. Isso não é muito útil, nem sempre possível, julgar a prática de alguém, mas é possível, para nós, experimentar a qualidade de nossa prática através da entrevista Zen.

Há uma forma "correta" e outra "incorreta" de abordar a entrevista. Se nós estivermos presos ao estar "correto", em responder qualquer koan corretamente, em demonstrar sempre quâo claros e fortes nós somos, a entrevista se torna uma completa provação. É este desejo de responder corretamente, para não mostrar nossas fraquezas, nossos cantos sujos, que causam medo de aparecer. Não é fácil ser capaz de cometer erros, ser estupido, e ainda não controlar esses erros e continuar tentando. Alguns alunos Zen tentam evitar essa situação, evitando, simplesmente as entrevistas.
Há outro extremo, que também não é útil para nossa prática.
É manifestar uma fascinação não saudável pelos koans e pelas entrevistas. Isso é especialmente não saudável no caso em que o aluno dedica toda a prática a tentar responder os koans.
Estes alunos esquecem que sem o fogo do "Não sei!", sem um esforço constante nem mesmo respostas aos koans, nem mesmo as entrevistas, irão conecta-los as suas vidas e assim são completamente inuteis.

Por fim, a entrevista Zen é muito importante, mas apenas como uma parte da nossa prática. Se usada cerretamente, sem aversão ou facínio, ela é uma ferramenta muito poderosa para ajudar tanto o aluno quanto o professor. Ela pode fornecer um link vital entre nossa meditação e nossa vida. Ela é como um laboratório onde nós podemos testar nossa prática sobre o fogo.

As situações do Koan apresentadas na entrvista são com frequencia estremamente simples, e mesmo que façamos um erro, nenhuma consequencia grave ocorre. nossas vidas são com frequencia não tão perdoáveis, e muitas de nossas situações no cotidiano são mais complexas e cheias de sutilezas.

Mestre Zen Coreano Wu Bong (Jacob Perl)

11 setembro, 2004

Escolha suas batalhas com sabedoria.

Richard Carlson [Não Faça Tempestade em um Copo D'Água. E Tudo São Copos D'Água.]

08 setembro, 2004

De certa forma, ninguém vê realmente uma flor.
È muito pequena.
Não temos tempo e ver toma tempo.

Giorgia O´Keefe

04 setembro, 2004

Pergunta: Como é que se trabalha um Koan?

Resposta: O trabalho Koan é se tornar uma coisa só com o Koan.

Pergunta: O que significa este rosário que o senhor tem sobre a mesa?

Resposta: Este rosário tem 108 contas e nós temos 108 ignorâncias. Este rosário é para lembrar disto. Temos o costume nos templos Budistas de, no fim do ano, na passagem do ano, tocarmos 108 gongos. Cada toque é para esquecer uma ignorância, para receber o ano novo.

Pergunta: Para meditar é necessário preparação?

Resposta: Sim, é necessário. Em primeiro lugar é necessário o desligamento com o mundo exterior, depois comer e beber com moderação, procurar agir corretamente, e por aí vai.


O treinamento de Zen é descobrir o verdadeiro eu, e depois aplicar isto dentro da vida cotidiana, esta capacidade e potencialidade são muito grandes. Para se encontrar esta experiência e esta sabedoria, tem que se viver neste mundo a vida cotidiana. Temos diferenças, mas no fundo é tudo igual. Por exemplo, se se colocar o orvalho transparente em cima de uma folha verde, nós vemos um orvalho verde. E o mesmo orvalho transparente, se você colocar em cima de uma flor vermelha, você vê a cor vermelha. Assim, nós estamos vendo cores e formas diferentes em cima de cada pessoa, mas neste momento o que ninguém vê é aquela cor transparente.

Ryotan Tokuda