23 agosto, 2004

Aprender sobre o caminho é aprender sobre si mesmo.
Aprender sobre si mesmo é esquecer de si mesmo.
Esquecer de si mesmo é perceber a si mesmo em todas as coisas.
Realizar isto é jogar fora corpo e mente.

Dogen Zenji, Mestre Zen japonês do séc XIII

17 agosto, 2004

Too yama ga

medama ni utsuru

tonbo kana


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Nos olhos da libélula

refletem-se

montanhas distantes.

Issa. [Tradução: Paulo Franchetti/Elza
Taeko Do]

07 agosto, 2004

Sem Palavras, Sem Silêncio

Um monge perguntou para Fuketsu: "Nem falando,nem em
silêncio,

como posso expressar a verdade?"

Fuketsu observou:"Eu sempre lembro dos tempos de
primavera na China.

Os pássaros cantam entre inumeráveis

Tipos de fragâncias de flores."

Comentário do Mumon: Se você quer

expressar a verdade, jogue fora suas palavras, jogue
fora seu silêncio, e me fale do seu próprio Zen.



04 agosto, 2004

Ando gostando muito desse samba-bossa das herdeiras do Bossa Nova: MAria Rita e

Bebel Gilberto


Samba Da Bençâo

Composição: Desconhecido


É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas prá fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
Senão não se faz um samba não
Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não
Põe um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração

É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração

02 agosto, 2004

Tendrás razón.
No digo ni la mitad de lo que siento.
Pero recuerda que mi soledad,
la que arde en mi lámpara de desaparecido,
es el silencio de las causas públicas.

Luis García Montero [Ni la mitad ]

01 agosto, 2004

Tierno Bokar (1875-1940), foi um homem humilde e um extraordinario sábio africano que via na tolerância a única possibilidade de sobrevivência do ser humano.

Peter Brook em recente montagem sobre a vida desse asceta diz que ela era "límpida como um cristal e pura como uma oração."

"Tierno Bokar dizia que há três verdades: a minha, a tua, e a Verdade. Esta última está no centro e não pertence a ninguém. A minha e a tua são frações dessa Verdade que representa a luz total.", comenta Brook.

In: Folha de SP- Ilustrada,p.01- 27/07/04. Trad. Paulo Migliacci.]