07 abril, 2004

Caminho sem Fim

Quando começamos a meditar, um erro muito comum é ter
em mente uma meta definitiva e perseguí-la tenazmente.
Podemos decidir meditar para combater o estresse,
experimentar estados de bem-aventurança, au até para
nos tornarmos iluminados, mas esses objetivos só
servem para estabelecer "entradas sem porta" que
impedem o progresso. Ao sujerir que sabemos aonde a
meditação nos levará, criamos conceitos físicos sobre
ela, que obscurecem a experiência real. A melhor coisa
a fazer é assumirmos o "não-conhecimento" de modo
tranquílo, com a mente totalmente aberta. Assim,
podemos acreditar nos benefícios da meditação, mas
evitamos as idéias fixas sobre como eles surgem e como
se parecem. Nesse sentido, a meditação é um caminho
sem fim. Temos expectativas que nos atraem para a
meditação, mas assim que a prática se inícia eles têm
de ser colocadas de lado e a meditação deve ser
assumida como experiência completa em si mesma. O que
significa ficar totalmente absorto nesta prática sem
intenções ou expectativas e sem impaciência ou
desapontamento.

David Fontana [ Aprenda a Meditar, p.15, Publifolha]

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