25 junho, 2003

Efeitos Pós Retiro

É impressionante como um retiro mais longo faz efeito.
Para falar a verdade ainda não havia sentido os efeitos da prática aplicada no cotidiano.
Agora é muito mais leve fazer as coisas do dia a dia: acordar cedo, limpar a casa, comer...
Apesar de meu ciclo ser noturno. Minha atividade cerebral ser mais intensa à noite.
Se acordo cedo fico como sono o dia todo. Agora um dia parece pouco para fazer o que tem que
para fazer, fazendo sem estresse, sem ansiedade, sem pressa.
Imagine um retiro de 7 dias, um mês, 3 meses?
Vamos aos poucos, sem pressa.
E vou aproveitar em quanto durar.


Só encontrará a sua vida aquele que a perdeu.

Provérbio Zen

23 junho, 2003

Mint Car

The sun is up
i'm so happy I could scream
and there's nowhere else in the world I'd rather be
than here with you
it's perfect
it's all I ever wanted
Almost can't believe that it's for real
i really don't think it gets any better than this
vanilla smile
and a gorgeous strawberry kiss!
birds sing we swing
clouds shift by and everything is like a dream
It's everything I wished
never guessed it got this good
wondered if it ever would
really didn't think it could
do it again?
i know we should
The sun is up
i'm so fizzy I could burst
you wet through and me headfirst
into this it's perfect
It's all I ever wanted
ow! it feels so big it almost hurts
never guessed it got this good
wondered if it ever would
really didn't think it could
do it some more?
i know we should
it will always be like this
forever and ever
never guessed it got this good
Wondered if it ever would
Really didn't think it could
do it all the time?
i know that we should

19 junho, 2003

As Três Peneiras

Há muitos séculos atrás, num mosteiro budista, após a cerimônia noturna, o Monge
Abade se retira
para o seu merecido descanso e enquanto tomava calmamente o seu chá, à luz de apenas
uma lamparina
de óleo. Fazendo entreabrir a porta de correr, feita apenas de madeira e papel de
arroz, entra um
dos monges instrutores do templo, reverenciando profundamente o mestre.

Indagado pelo Abade sobre o motivo de sua visita a essas altas horas da noite, o
monge lhe diz que o
motivo de sua visita é contar ao mestre sobre alguns comentários que estão correndo
no templo sobre
um outro mestre instrutor.

O Venerável Abade, então, lhe diz em sua profunda sabedoria:

- Calma! Antes de me contares algo que ouviste sobre outra pessoa, gostaria de lhe
perguntar: Já
fizeste passar essa informação pelas Três Peneiras da Sabedoria?

- Peneiras da Sabedoria, Venerável Mestre? Espanta-se o monge.

- Sim, as Três Peneiras da Sabedoria. Tudo o que ouvires falar sobre os outros, deve
passar pelas
Três Peneiras da Sabedoria, antes de ser retido, acreditado e repassado. Ouça com
atenção e me
responda: Tens absoluta certeza de que o que te contaram é realmente verdade?

- Não, não tenho certeza Venerável Mestre. Apenas sei o que me contaram. – Disse
meio sem jeito o
monge.

- Então, se não tens certeza, a informação já vazou pelos furos da primeira peneira
que é a da
profunda investigação da Verdade. Agora ela repousa sobre a segunda peneira, e por
isso eu lhe
pergunto: - O que tens a me dizer é algo que gostaria que dissessem sobre ti?

- De maneira alguma, Mestre! É claro que não! Diz o monge.

- Então tua estória acaba de passar pelos furos da segunda peneira que é a da
compaixão, pois nunca
deverias dizer ou fazer a alguém aquilo que não quisesses que fizessem ou dissessem
de ti. Agora,
tua estória repousa sobre a terceira e última peneira, e por isso lhe faço a última
pergunta: -
Achas que me contando essa estória sobre o seu irmão e companheiro de mosteiro, ela
será útil a ele
de alguma maneira?

- Não, Mestre, - respondeu já ruborizado o monge -. Refletindo profundamente, sob a
Luz da
Sabedoria, vejo que nada de útil poderia surgir dessas estórias e boatos.

- Então, essa estória acaba de vazar pela terceira peneira, para dissolver-se na
terra. Nada restou
para contar. E assim, lembra-te sempre que devemos ser como as abelhas que mesmo no
mais imundo dos
pântanos, buscam sempre as flores para delas retirar o doce néctar e nunca como as
moscas que mesmo
em um corpo sadio, buscam as feridas para delas se alimentar.


(Tradição Budista)

16 junho, 2003

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O Blogger muda de dono e fico sem acetos!

Vamos aguardar...

12 junho, 2003

Desejo é apenas desejo

Todos os anseios nascem da busca da mente por salvação ou satisfação nas coisas externas e no futuro,
Como substitutos da alegria do Ser. Se somos nossas mentes, somos aqueles anseios, aquelas necessidades, desejos, apegos e aversões. Fora deles não existe o eu, exceto como mera possibilidade, um potencial não preenchido, uma semente que ainda não germinou.
Nessa condição, até mesmo o desejo de nos tornarmos livres ou iluminados não passa de mais um desejo a ser realizado ou concluído no futuro.
Portanto não busque se libertar do desejo ou “adquirir”a iluminação. Torne-se presente. Esteja lá, como um observador da mente.
Em lugar de citar Buda, seja Buda, seja “O Iluminado”, que é o que a palavra Buda significa.

Eckhart Tolle [ O Poder do Agora: Um Guia para a Iluminação Espiritual, Sextante,p.34-5]

09 junho, 2003

Compromisso

Na porta do meu armário havia há tempos uma frase do Dostoievisky retirada de Irmãos
Karamazoviski: " Quero viver para a eternidade. Não admito compromissos."
Apenas uma pessoa disse: “Isso é horrível!”, em anos. Tirei o papel e rasgai.
Não é mais assim.
Já somos eternos.

É preciso ter compromisso com algo ou com alguém.
Seja uma plantinha, um peixinho no aquário.
Uma pessoa, marido, esposa, filhos, amigos...

Não se pode casar e continuar vivendo como se fossemos solteiros.
Isso não é um sinal de maturidade.

A prática tb. irá testar nossa maturidade.

05 junho, 2003


Testando no mundo real

Algumas pessoas tem achado estranho não me verem mais na prática formal como era antes.
Lhes parece
Que deixei de praticar, mas na verdade dei um passo além da prática formal.
Estou testando no mundo real
Aquilo que muitos guardam apenas na teoria.
Não há porque lamentar e sim tudo para se alegrar.
Precisamos aprender a ver e reconhecer quando alguém
vai experimentar na prática os ensinamentos.
Isso é muito bom. Essa é a verdadeira prática.
O caminho, intuitivamente, todos nós o sabemos.
A verdade está em tudo o que existe, a sabedoria é inerente. Então,
só resta ir viver aquilo que já sabemos.