10 dezembro, 2002

Esse mosteiro está bem silencioso...

Wonderful World
Written by - George Weiss and Bob Thiele


I see trees of green, red roses too
I see them bloom for me and you
And I think to myself, what a wonderful world

I see skies of blue and clouds of white
The bright blessed day, the dark sacred night
And I think to myself, what a wonderful world

The colours of the rainbow, so pretty in the sky
Are also on the faces of people going by
I see friends shakin' hands, sayin' "How do you do?"
They're really saying "I love you"

I hear babies cryin', I watch them grow
They'll learn much more than I'll ever know
And I think to myself, what a wonderful world
Yes, I think to myself, what a wonderful world


Tema de Casa

Mas que resposta rápida, hein? Rs.

-É, vc. tem sorte. Se fosse um mestre, um monge, Lama ou coisa e tal. Só no ano que vem. :)

Eu queria saber quais são as 'grandes diferenças' duma escola pra outra. Afinal, existem diferenças, ou então não existiriam escolas, não é mesmo?

-Pelo que eu sei, basicamente as diferenças são na prática. As formas de prática são muitas. Só experimentando mesmo.

Há um mestre zen coreano que explica bem as diferenças. Vc. deu sorte pq. estou lendo um livro dele agora. Sugiro que se vc. puder tb. o leia: A Bússola do Zen. Mestre Seung Sa Ed. Bodigaya

Ele fala que existem três principais tradições: O Hinayana, O Mahayana e o Zen-Budismo.
Buda teria ensinado todos eles, gradativamente em diferentes períodos, a medida que a mente de seus alunos fosse progredindo. Ele viu que até onde ele havia chegado seria muito díficil para as pessoas do seu tempo entenderem, então ele começou do mais fácil.
Os hinaynistas mais ortodoxos não concordam, pois se apegam aos sutras e dizem que não há nada neles que prove que o Buda teria ensinado além do Hinaya.

O Budismo Hinayana ensina que quando o pensamento aparece, o “eu” aparece. Quando o ‘eu’ aparece o mundo inteiro é dividido em pares de opostos, dualidades. Esse pensamento causa sofrimento. Assim o Hinayana ensina que quando a mente aparece o Dharma aparece. Quando o Dharma aparece, nome e forma aparecem.
O budismo Hinayana explica que vivemos neste mundo impermanente, neste mundo de sofrimento, e nos mostra como sair dele. Alcançar o Nirvana é o objetivo supremo do Hinayana.”

No mais o Hinayana se concentra no estudo dos Sutras do Cânone Pali (84.000 sermões). É um budismo eminentemente monástico, onde se prática muitas regras, votos de pobreza, castidade entre outros tantos. Segue-se rigorosamente as regras (Vinaya) e o que está escrito nos Sutras é a Lei. Os leigos praticam a meditação Vipassana e tomam os cinco votos, recita-se o sutra de metta, os três refúgios em pali, etc. Vc. pode conhecer melhor o Hinayana no site do acesso ao insight

O ensinamento Mahayana começa onde o Hinayana acaba. Ele nos mostra como alcançar o “mundo completo”, partindo da experiência da vacuidade. Isso significa que se sua mente é completa, tudo então é sempre completo. O sol, a lua, o sofrimento é completo. A felicidade também é completa. Não há dentro ou fora. Não há sujeito ou objeto.Vc. é o universo; o universo é vc. Esse “mundo completo” significa verdade quando a sua mente corta todo o pensamento, não há pensamento. Não haver pensamento significa não haver “eu”. Quando não há “eu” sua mente se torna clara. O céu é azul, a árvore é verde, o cão faz: au, au, nada além, tudo completo.
O budismo Mahayana significa compreender que tudo tem natureza vacuosa e como a partir dessa verdade ajudar todos os seres, vida após vida. Às vezes chamamos isso de Grande Amor, Grande Compaixão ou Caminho de Bodhisattva.”

São escolas do Budismo Mahayana (nesta formulação do mestre Seung Sa) O Budismo Vajrayana, mais conhecido como Tibetano, Terra Pura entre outras.


Já falei sobre as práticas no Budismo Tibetano em posts anteriores, portanto não vou repeti-las.
Inclusive já escrevi sobre as diferenças entre as práticas nas escolas budistas. Dê uma olhada nos arquivos.

Segundo Mestre Seung Sa o Zen-Budismo abrangeria tanto o Hinayana quanto o Mahayana indo mais além.
Em geral se costuma, históricamente dividir o Budismo apenas em Hinayana e Mahayana, sendo assim a Escola Theravada seria Hinayana, e as demais Mahayana.

Reconhecer que tudo é impermanete e que a dualidade é geradora de sofrimento. Buscar superar isto através de práticas ascéticas e solitárias foi o insight inicial. Depois entendeu-se que não se poderia parar ai, ou seja que era necessário ampliar essa prática e não deixa-la restrita apenas ao indivíduo que busca a sua própria salvação. Então passou-se a praticar em benefício de todos os seres, buscando dissolver o ego e recuperar o nosso ‘eu’ original, nossa verdadeira natureza. Para o Zen não há necessidade de ter certezas e seguranças. O Zen aceita que tudo é, tudo existe. Sempre existiu. Não há começo nem fim. Tudo está, sempre esteve, e sempre estará.

O Zen-Budismo nunca fala de absolutos ou opostos. Não tenta explicar a vacuidade, a vacuidade, a verdade, ou o mundo completo. A prática zen “nunca” explica nada. O Zen apenas aponta diretamente para a nossa mente, para o nosso verdadeiro “eu” de forma que possamos alcançar a iluminação diretamente e ajudar todos os seres.Todo o ensinamento Zen simplesmente apenas aponta para a sua mente, nesse instante. "O que vc. está fazendo agora?" O ensinamento Zen sempre nos remete àquilo que podemos chamar de “mundo momento” Esse momento é muito importante. Nesse momento, tudo existe. No momento há o tempo infinito e o espaço infinito. Assim se alcançar o momento, vc. alcançara diretamente todas as coisas. Isso é Zen-Budismo: não há mente, não há Buda, não há Deus. Mas há mente, Buda e Deus.
Logo cada uma das três principais tradições budistas simplesmente usa técnicas para abordar a mesma experiência.”

Se vc. nunca comeu uma melancia e pedisse para um Budista Hinayana para lhe explicar o que é uma melancia ele iria lhe dizer como a melancia é plantada, como ela cresce até ficar madura. Os estágios desde a semente até o fruto.
Se perguntasse a um budista Mahayana , ele lhe descreveria sua forma externa: cor, peso, tamanho. Teorizaria a respeito.
Se perguntasse a um Zen-budista ele seria simples e direto. “pegue uma melancia, consiga uma faca, corte a melancia e prove-a."

Espero ter respondido em parte sua pergunta o resto fica de tema de casa para vc.

Quanto a história do budismo, creio que vc. poderá encontrar alguma coisa sobre isso na net.
Um site bem abrangente sobre todas as Escolas é o Dharmanet
.

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