31 outubro, 2002

Ser um com o Buda. Ser um com o Dharma. Ser um com a Sangha. Ser Buda.

Tomar Refúgio nas Três Jóias
[Na tradição Ch’an Chinês]

Todos recitam Sutras e fizem o juramento em respeito ao Buda, ao Dharma e à Sangha, se arrependendo de seus erros das vidas presente e passada.

Os novos discípulos fazem votos de observância dos Cinco Preceitos:

1. Não matar
2. Não roubar
3. Não ter um comportamento sexual inadequado
4. Não mentir
5. Não fazer uso de substâncias tóxicas

É aspergida, sobre todos os participantes, a água abençoada, que simboliza o néctar do Dharma.

Todas proferem os Quatro Grandes Votos, que são:

1. Ajudarei ilimitadamente a todos os seres sencientes.
2. Erradicarei todo sofrimento extinguindo paixões e ilusões.
3. Estudarei e praticarei o Dharma ilimitadamente.
4. Farei todo o esforço para trilhar o Caminho do Buda.

O mestre concede a cada um dos discípulos um nome de Dharma [que descreve uma qualidade que o discipulo tem e outra que ele precisa ter], presenteando-os com um belo certificado.

A Jóia Tríplice é o conjunto dos ensinamentos de Buda. Refugiar-se nela significa aceitar o Buda como professor, o Dharma como ensinamento e a Sangha como congregação.

Ao nos refugiarmos na Jóia Tríplice, nos tornamos discípulos de Buda e concordamos em não seguir ensinamentos de doutrinas obscuras.

A cerimônia do refúgio é importante, uma vez que ela marca o início de nosso compromisso com Buda, com o Dharma e a Sangha.

Apenas aqueles que já tomaram refúgio na Jóia Tríplice podem realmente se denominar budistas. Mesmo respeitando o Buda ou passando muito tempo em templos budistas, uma pessoa não pode se denominar budista se não tiver tomado refúgio na Jóia Tríplice. Aquele que ainda não o fez é um simpatizante do Budismo, não um discípulo.

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