12 outubro, 2002

Koan do Elefante.

Koan Encosto



O Elefante misterioso continua fazendo suas inesperadas e surpreendentes aparições.
Parece um fantasma.
Sempre que esqueço do koan: Quem é o elefante? , ele aparece, para me lembrar do dito cujo. Dou um elefante para quem conseguir responder esse koan!
Quem é o elefante?
É um estorvo. Um Benjamim. Ufa! Não era o que eu tava pensando que era. Benjamim. s.m.1.filho caçula ou predileto 2. O caçula de um grupo 3. Peça que permite conectar mais tomadas elétricas.
Mas vamos aos fatos:
No livro do Chico Buarque Cap 3. tem uma histórinha sobre um elefante de pedra. Esse foi o elefante que cruzou ontem comigo. “Nell’anno 1535 l’andarino portoghese Damião Boledo avvistò la grande pietra grigia e pensò si trattasse di un elefante addormentato, come quelli che un tempo aveva visto a Sumatra. Si apprestò ad avvicinarsi all’animale, calcolando que per quel tratto avvrebbe impiegato mezza giornata.”

No ano de 1535 um andarilho português chamado D.B. viu uma grande pedra cinza e pensou que fosse um elefante dormindo, como aquele que ele tinha visto em Sumatra. Se apressou em ir para perto dele, calculando que para isso levaria meio dia andando.

Chico Buarque de Holanda [Benjamim,53. Ed. Mondadori,1999. Trad. Amina Di Munno]

Seguindo as Pegadas



Alguém passou por aqui procurando por elefante + símbolo + budismo.
Segui as pegadas do elefante e descobri coisas interessantes. Uma delas: Tem um boddhisattva que é representado sob um elefante brandindo uma espada. É um boddhisattva guerreiro, que corta a ignorância das mentes iludidas e deludidas. Ele se chama Fugen Bosatsu (Samantabhadra Bodhisattva). Tembém pode aparecer sobre um leão.

O bodhisattva de beleza universal, segura uma flor de lótus, representando a natureza búddhica, que é totalmente pura. Às vezes, ele é representado sobre um elefante, um dos maiores animais, simbolizando a força de sua compaixão.

No Budismo o Bodhisattva é aquele que pela própria santidade poderia ir para o nirvana, mas renúncia a ele temporariamente para salvar seus semelhantes. Todos nós devemos seguir o exemplo de compaixão dos Bodhisattvas sendo também boddhisattvas neste mundo.

Também encontrei na matéria na Rev. Superinteressante esse trecho:

“Assim como com qualquer símbolo religioso, a vida de Sidarta é povoada de lendas, como a do nascimento. Diz a lenda que sua mãe, Maya, sonhou que entrava em seu flanco (parte lateral do corpo entre o quadril e as últimas costelas) um elefante branco com a cabeça cor de rubí e seis presas. Desse encontro, em sonho, Sidarta foi concebido. Ele nasceu de cor dourada, com uma coroa orgânica no alto da cabeça, quarenta dentes brancos e unidos e centenas de símbolos desenhados nas plantas dos pés. “

Nesse caso acho que é a metáfora básica da concepção.

Na lenda, o elefante significa a mansidão e as seis presas, os sentidos do universo: norte, sul, leste, oeste, para cima e para baixo.”

E as centenas de símbolos desenhados na sola dos pés?
Já vi isso, mas nunca procurei saber o que tinha na sola do pé do Buda. Exoterismos à parte, agora fiquei curiosa!

Em outra página, pegada, diz que Buda teria sido gerado sem a contribuição básica do papi, e que ele nasceu com a forma de um elefante branco, concebido pelos deuses, como Jesus, Khrisna .... Enfim, lendas são lendas. Mas precisa inventar tudo isso? É que os indianos são muito folclóricos. E sua mitologia está cheia de deuses em forma de animais.
Então que chance um Buda com forma humana teria no meio daquela fauna toda?
Aconteceria o mesmo que aconteceu com Jesus, tentariam trucidá-lo. Buda foi salvo pela lenda!
Mas lá adiante, foi justamente um elefante quem tentou matar Buda.

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