06 outubro, 2002

Avalokiteshvara, o Bodhisattva da Compaixão

(chin. Kuan-yin, Kuan-hsi-yin; jap. Kannon, Kanzeon, Kanjizai; cor. Kwan Seung Bosal; tib. Chenrezig/ spyan ras gzigs)

"Aquele que ouve os sons de todos os mundos", é o bodhisattva da compaixão, o mais venerado do buddhismo Mahayana. Segundo as lendas, ele nasceu de um raio de luz emanado pelo dhyani-buddha Amitabha. Das lágrimas de Avalokiteshvara, teria nascido Tara (chin. Tuo-luo, jap. Tarani, tib Drölma/ sgrol ma), o aspecto feminino da compaixão, que manifesta 21 emanações. Na China, Avalokiteshvara é um ser feminino — talvez uma personificação única de Avalokiteshvara e Tara, ou devido a uma confusão de Avalokiteshvara com Pandaravasini, a consorte de Amitabha. Sua montanha sagrada é P'u-t'o-shan (província de Chekiang).

Perguntei para alguém o por que do Buda Amitabha ser a figura central, e não Shakyamuni, na maioria dos escolas budistas.
Me responderem com outra pergunta: Quem é Amitabha?

Amitabha
[chin. O-mi-t'o , jap. Amida, tib. Öpagme/ 'od dpag med]

Amitabha, Luz Infinita, personifica a sabedoria primordial discrimnadora (sânsc. pratyavekshana-jnana), que discerne todos os seres sencientes e que reconhece a expressão individual de cada um, a sabedoria que transmuta o veneno do desejo e do apego. Ela vê claramente todos os fenômenos, de forma simultânea e sem qualquer tipo de confusão.
Sua cor é vermelha como o rubi e seu agregado é a percepção pura. Seu símbolo é o lótus (sânsc. padma), que representa a compaixão, a pureza, a natureza verdadeira. Seu gesto é o dhyana-mudra, o gesto da meditação, feito pelo Buddha ao meditar sob a árvore de Bodhi.

Na verdade a maioria das escolas tiveram influência da Escola Tendai que venerava Amithaba daí
a reverência ter se mantido, mas na Soto Zen parece que foi abulida e se reverencia o Shakyamuni e
Kannon.

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