02 julho, 2002

O Professor no Darma

Protecionismo ocidental. Reserva de mercado budista.
Será que todos os praticantes budistas, fora dos mosteiros, têm um mestre pessoal?
Isto é possível? Claro que não.
Muitos são apenas ”simpatizantes” do budismo e não se preocupam em ter um mestre.
talvez essa preocupação ou despreocupação, surja do nosso contato com o budismo,
em geral, se dar primeiro através de leituras e não através do contato com a Sanga, com
os professores, etc.
Não basta vc. querer um mestre ou o professor querer lhe ensinar.
É preciso que haja afinidade mútua ou seja conexão cármica entre ambos.
A orientação de um professor parece desnecessária, quando se vê o budismo apenas
de longe, sem se comprometer, sem praticar em um grupo.
Quando tomamos contato com a Sanga podemos perceber que há níveis diferentes
de compreensão. Que há pessoas que estão mais maduras, outras estão amadurecendo e outras
estão completamente verdes. Sobretudo, vc. se percebe e põe os pés no chão.
É necessário a orientação para evitar cair em desvios como o pessimismo, o niilismo e
o ateísmo, pois certos conceitos tais como o conceito do “vazio” e as “Quatro Nobres Verdades”,
quando mal interpretados ou levados ao extremo quase sempre serão danosos.
O mestre não é um ser melhor nem pior que qualquer um de nós. É apenas uma pessoa como
nós, com mais experiência, com mais tolerância e tato para lidar com as pessoas, responder
ou não suas dúvidas.
Ele (a) são treinados para serem simples, objetivos, compassivos,
tudo o que qualquer um de nós deve buscar no seu dia a dia, mas acaba negligenciando.
Melhor que a busca romântica de um Mestre,
seria melhor buscar primeiro um Professor no Darma.

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