28 julho, 2002

O Último Sermão de Buda

3.Ó monges, deveis tomar vossas refeições como se elas fossem remédios.
Quer quando comeis coisas deliciosas, que quando comeis coisas
desagradáveis,jamais devereis sair da proporção certa.

Comei o suficiente para vos manterdes.
Recebendo dádivas alheias,
tomai apenas um mínimo para eliminar vossas
dificuldades. Não desejeis demasiado, a fim de não romper a boa
disposição de vossas mentes.

Ó monges, ainda que alguém vos fira,
sede pacientes, não tenhais cólera
nem ódio. Guardai vossa boca para não proferir
palavras ferinas. Abandonar a cólera ao sabor dos
caprichos prejudica o trilhamento do Caminho e
destrói os méritos. Imensa é a virtude da paciência,
muito superior à da observância dos Preceitos.
Aquele que bem pratica a paciência merece ser chamado um
forte. Aquele que se alegra com os venenos
do cavalo indômito e não sabe praticar a paciência
como quem bebe néctar, não pode ser considerado um
detentor da Sabedoria dos Praticantes do Caminho.
Os prejuízos causados pela cólera destroem as boas leis.
São prejuízos maiores que os causados por um incêndio devastador.
Nem os ladrões que nos roubam os méritos
são tão terríveis como a cólera.

Os próprios leigos devem se abster da cólera.
Com muito mais razão, portanto,
os monges, aqueles que entraram no Caminho,
que se humilham e andam pedindo esmolas para obter
a Libertação, deverão se abster do orgulho.

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