12 abril, 2002

Compaixão

A verdadeira compaixão é livre de vinculações.
Não é este ou aquele caso em especial que estimula a nossa piedade.
Não escolhemos está ou aquela pessoa como objeto de nossa compaixão.
A compaixão é despertada espontaneamente, é incondicional,
sem qualquer expectativa de vir a receber algo em troca.
É de alcance universal.

Sentir compaixão não é o bastante.
É preciso agir. A ação pressupõe dois momentos:
o primeiro é quando vencemos as distorções e aplacando ou até mesmo
nos livrando da raiva.
Este momento é fruto da compaixão.
O segundo momento é caráter social, de âmbito público.
Quando alguma atitude precisa ser tomada para
corrigir erros e a pessoa está sinceramente preocupada
com os semelhantes, então tem de se engajar, se envolver.

Dalai Lama [O Caminho da Tranqüilidade]

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