18 julho, 2017

Na Cozinha com o Tenzo: Como fazer gersal

Como o nome diz gersal é o combinado de gergelim torrado e moído com sal marinho.
É um dos ingredientes servidos para temperar as refeições quentes e salgadas nos mosteiros zen budistas ou em retiros (sesshin) zen budistas estilo japonês.

Para o gergelim não queimar segure a panela sobre a chama vá sacudindo a mesma para 
que o gergelim fique em movimento e não estale saindo da panela. Prefira uma panela com teflon alta e com cabo. Ao moer no liqui delique e verifique se ainda há sementes inteiras ou d~e umas sacudidas no liqui para que a moagem seja homogênea. Guarde num potinho ou num saleiro. Use com moderação. Não para temperar a comida em preparo. É para usar sobre a comida já pronto.
O gersal é usado nos retiros para temperar o Okayo que é uma papa de arroz sem nenhum tempero, servida como primeira refeição do dia.

Fiz com quinoa em grão e também ficou bom. Mas o tradicional é feito com gergelim.

Como fazer GERSAL:

Exibir-se para Existir

Diga como você se exibe e lhe direi qual é o seu vazio.

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"Nada do que possamos alcançar nos faz dignos de louvor, nem de nos acharmos superiores aos outros. 

Só a bondade e a humildade nos ajudam a nos elevarmos e se constituirão como suportes da nossa felicidade no caminho. 

 As pessoas completas são as melhores porque não têm necessidade de competir ou de ter razão. 

Também não precisam aparentar ou mentir, pois o que são aparece nas suas atitudes, na sua moderação e no seu saber estar. 

 Por isso a humildade tem como base o respeito pelos outros e a amabilidade. 

Esse é o pano de fundo dos olhares sinceros, autores destes sentimentos que nascem do coração.

Mas há pessoas que, infelizmente, estão tão vazias que seu ego faz muito barulho. Este tipo de gente não faz mais que se exibir e se vangloriar,não contempla a realidade emocional alheia e precisa demonstrar o seu valor através de palavras ocas e portas entreabertas. 

Este vazio desolador é consequência de uma baixa autoestima, da ausência de possibilidades e de uma educação emocional pobre. Por isso sempre é preciso e importante trabalhar os nossos vazios, carências e capacidades."

Fonte:

Andar o caminho com os sapatos do outro

16 julho, 2017

Na Cozinha com o Tenzo: Como fazer Okayo

Okayo é uma papa e arroz servida como primeira refeição em retiros (sesshins) zen budistas e mosteiros. É uma comida que demanda de tempo de preparo por isso deve-se ter em mente que não se faz de última hora.

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O arroz usado é o arroz japonês, mas não aquele que se faz susshi ou moti. Um arroz branco de qualidade grão pequeno. Na falta desse pode-se usar o arroz cateto ou o integral.

Deve-se lavar o arroz seis vezes ou deixar de molho da noite para o dia seguinte. E depois ainda lavar mais algumas vezes para tirar bem o amido.

Escorrer. Colocar em uma panela com água fria. Cozinhar em fogo alto até ferver. E depois em fogo baixo até virar uma papa.

Em alguns mosteiros pode ser cozido no chá verde torrado.

A quantia depende de quantas pessoas vão comer.

Pode servir mais para sopa ou com pouca água. Nos retiros é mais ralo.


Se vc. quiser fazer para vc. uma refeição meia xícara está bom.

Não tempere antes.

Depois de pronto tempere com gesrsal, pimenta e pode-se acrescentar alguma conserva.
Nos retiros as conservas servidas são de repolho, Umeboshi (cereja em conserva), nabo, ou gengibre.

Em casa pode-se acrescentar algum legume ou verdura.

14 julho, 2017

Na Cozinha com o Tenzo: Como fazer Dashi

O caldo dashi é a base do misoshiro por isso é importante saber fazê-lo antes de aprender a fazer o misoshiro.

Dashi é um caldo base para usar em outras preparações. O dashi é um caldo de peixe bonito desidratado,  e alga kombu.

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Como não é fácil achar os ingredientes é possível comprar envelopes de dashi já pronto que acrescenta à água quente. São encontrados em lojas de produtos orientais.
Ou pode-se comprar a alga, o bonito em flocos.
 Já encontrei o dashi desidratado em potes.

Caso queira fazer:

Acrescente a água quente aos poucos a alga kombu, mexa suavemente e deixe ferver em fogo baixo por 10-12min.
Com um pegador ou um rashi remova a alga.
Coloque aos poucos os flocos de bonito (peixe desidratado) e mexa devagar para misturar bem a água.
Depois de um minuto retire a espuma que se formar na superfície com uma escumadeira e deixe ferver mais 2 minutos. Coe, esprema o bonito. Descartar o peixe e reservar o caldo.
Depois de frio, caso não use de imediato, guarde na geladeira. Dura quatro dias. Então só faça quando for usar.


Morimoto's Dashi Stock
Dashi

Ichiban Dashi | Chef Taro:

Welpac Dashi Kombu Dried Seaweed:


Budas pela casa


Certa vez alguém esteve na Índia e trouxe muitos budas para distribuir entre conhecidos. Esses dois sobraram na leva e os recebi como doação. Estavam no meu altar. O mais escuro, em terracota diz (o mudra): Ouça. O claro, em mármore diz: Medite.

Tenho meditado muito sobre a pessoa que me deu esses budas. Era sincero, de coração ou sempre foi falso, só para se sentir querida, amada, coisas desse tipo. 

O do meio é o bodisatva Kannon com o Buda Amitaba sob a cabeça.

Talvez fiquem bem como buda da cozinha e do banheiro. Mas antes um banho de sal, e depois um banho de sol.

13 julho, 2017

Como aplicar o budismo no dia a dia e vencer o ego? | Monja Coen



Não sabia que Coen tinha mencionado um caso que acorreu numa sanga em Floripa. 
Eu já não frequentava mais esse lugar, mas o cara eu conheci. Fiz retiros com ele. 
Ele tinha problemas mentais. Tomava remédios controlados. Parece que ouvia vozes. 
Foi muito triste perde-lo para vozes na cabeça. 

O excesso de zazen pode ter feito mal para ele. Pode ter despertado algo na mente dele que poderia ter ficado no fundo sem vir a tona. Mas, as razões de fato, nunca saberemos. A mente nós é muito desconhecida. Por isso o Buda enquanto estava sob a árvore Bodhi se perguntava incessantemente Quem sou?

Se ele descobrisse que era um doido talvez não fosse adiante no caminho. Se ele descobrisse como superar sua mente doente e então ir adiante, ele seguiria sua prática. Mas ele tinha uma visão avançada. Nós não sabemos quase nada sobre nossa mente.

01 maio, 2017

Método Zen: Esvaziar ou encher a mente

Quando vamos a retiros zen budistas e de outras escolas budistas também, o professor pode nos pedir para fazer tarefas que tem um único objetivo: esvaziar a mente. em geral essas tarefas tem a ver com trabalho físico. Zezen é um trabalho mais físico que mental. O tempo que se passa sentado em zazen exige uma disciplina mental, sim, mas resistência física ao desconforto de se ficar sentado também.

Muitas pessoas desprezam os afazeres domésticos achando que estão perdendo tempo produtivo. pessoas mais intelectuais tendem a achar que perdem tempo limpando a casa e lavando a louça e que podem perfeitamente delegar essas tarefas a terceiros (serviçais pagos para isso). Não sabem a magnifica oportunidade de esvaziar a mente que desperdiçam cotidianamente.

Há os que ficam entediados com tarefas do dia-dia, mas não tem que faça essas tarefas então ligam o som e enchem a mente de letras e ruídos para ilusoriamente terem a sensação que o tempo dedicado a essas tarefas passou mais rápido. Mais uma vez desperdiçaram uma nobre oportunidade de esvaziar a mente. 

Em geral, o que se usa no budismo para encher a mente é repetir um mantra. Recitar um sutra, ou cantos. 

Ambos métodos são importantes e cada um deve saber identificar o seu. se não souber o professor pode, observando seu aluno e conversando com ele, recomendar o que ele deve fazer. Se esvaziar ou encher a mente.

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Certo dia precisava cortar a grama. A máquina não funcionava. Então eu peguei a tesoura de cortar grama. Ajoelhei num plástico e fui cortando, ao todo dois quadrados de 3x3 metros. Lentamente, sem suar, pois atrairia os mosquitos. Levei quatro dias ali ajoelhada cortando a grama, mas minha mente ficou tranquila nessa tarefa. Observei o olhar das pessoas e imaginei o que estariam pensando ao me ver cortando grama de forma mais rústica, pouco usual nos dias de hoje. Talvez me achassem doida, sovina por não ter uma máquina ou por não pagar a alguém para fazer o serviço rapidamente. Mas desde aquele dia decidi só cortar a grama assim, para esvaziar a mente. Ninguém jamais saberá as razões de eu cortar a grama assim e seguirão pensando o que quiserem, mas eu sei e é isso que importa.

03 abril, 2017

O espelho


Quando você se incomodar com alguém, alguma ação ou comentário ao vivo ou online deixe passar o tempo. Uma semana, duas, um mês. Até que essa vontade ou impulso de responder, cutucar ou revidar passe. Tudo passa e nada é tão urgente que mereça uma resposta imediata. 

Os mestres o são em grande parte, porque sabem por freios na ansiedade dos seus discípulos. Os alunos apresados ou que querem tudo para agora, logo se cansam de não ter suas demandas atendidas e vão procurar alguém que lhes sirva, ou desistem. O bom aluno sabe seu lugar e sabe esperar. Pode lembrar de tempos em tempos de algo, pois até professores se esquecem, mas jamais vai precionar com expressões do tipo: "Ou isso ou nada."

O outro é nosso espelho, mas nós também somos espelho. Minha reação ao que vejo, ouço ou leio por ai me ensina muito. Não é o que sou porque não sou completa. Estou sempre sendo e des-sendo. Procurando ver com o rabo do olho o que me afeta mais e ajustando-me  na frequência menos ruidosa.